Presidente americano ratificou documento pessoalmente em Paris; Teerã já havia assinado virtualmente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian — Foto: AFP e NYT RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 20:03 Trump e Irã firmam acordo de paz histórico para o Oriente Médio Donald Trump e o presidente iraniano assinaram um acordo de paz para encerrar a guerra no Oriente Médio. O pacto inclui compromissos do Irã em diluir urânio e permitir tráfego no Estreito de Ormuz. Os EUA suspenderão sanções e discutirão um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução iraniana. O G7 considera o acordo uma oportunidade histórica para evitar armas nucleares no Irã. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os Estados Unidos e o Irã confirmaram a assinatura de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio e divulgaram o texto do memorando de entendimento (MoU), no qual Teerã se compromete a diluir seu urânio enriquecido como parte de futuras negociações. O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou pessoalmente uma cópia do acordo com o Irã nesta quarta-feira, durante um jantar com o presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes, após a cúpula do G-7, confirmou à AFP um funcionário americano. O Irã, por sua vez, observou que já havia assinado o acordo eletronicamente e sugeriu que uma cerimônia na Suíça na sexta-feira, como anunciado anteriormente, poderia não ser necessária. "O texto do memorando de entendimento de Islamabad foi finalizado com as assinaturas dos presidentes. Agora é hora de testar a implementação deste acordo", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghai, citado pela agência de notícias IRNA. O funcionário acrescentou que a assinatura foi feita eletronicamente e que uma cerimônia de assinatura "realmente não faz sentido". Trump, o vice-presidente JD Vance e Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador do Irã, assinaram o memorando no domingo, segundo informou um alto funcionário americano no início desta semana. Baghai também afirmou que as equipes de negociação de ambos os lados estariam na Suíça, sugerindo que as conversas previstas no memorando poderiam começar. A Casa Branca confirmou que Trump assinou o documento na quarta-feira, em Versalhes, com o presidente Macron, mas não explicou se o documento era diferente daquele que ele e Vance assinaram digitalmente no domingo. Questionada pelo New York Times, a Casa Branca não comentou imediatamente sobre os planos para a cerimônia de assinatura. Memorando de Entendimento Washington e Teerã chegaram a um memorando de entendimento para pôr fim ao conflito desencadeado em 28 de fevereiro por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, que se espalhou pela região e causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano. O acordo inclui a Frente Libanesa. O secretário-geral do grupo xiita libanês pró-Irã Hezbollah, Naim Qasem, classificou o acordo como uma "grande vitória" para o Irã, agradecendo ao país por insistir na inclusão da Frente Libanesa. Em um discurso televisionado, ele pediu que se "aproveite" deste acordo para "expulsar Israel" do Líbano. O Líbano foi arrastado para o conflito quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em 2 de março, em apoio ao Irã. O líder do Hezbollah também instou o governo libanês a encerrar as negociações diretas com Israel, iniciadas em abril sob os auspícios de Washington. O presidente libanês, Joseph Aoun, havia afirmado anteriormente que esse processo é "independente" do acordo entre os Estados Unidos e o Irã. Estreito de Ormuz O texto, lido por um alto funcionário americano a jornalistas, estipula que os Estados Unidos suspenderão, após a assinatura, suas sanções à venda de petróleo iraniano e o bloqueio dos portos iranianos. Washington suspenderá todas as sanções contra Teerã se um acordo final for alcançado ao término de um período de negociação de 60 dias. Durante esses dois meses, ambos os países discutirão um mecanismo para lidar com o estoque de urânio enriquecido do Irã, que está no centro das acusações americanas de que Teerã deseja desenvolver armas nucleares. Para esse fim, será utilizado um método de diluição in situ sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O Irã deve permitir, em 30 dias, a plena restauração do tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, cujo bloqueio persistente está prejudicando a economia global. Mas, segundo o negociador-chefe do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, o estreito "não retornará ao seu estado pré-guerra". — O Irã tem direitos soberanos sobre Ormuz e, é claro, cobraremos uma taxa por esses serviços — declarou ele na televisão estatal iraniana. De acordo com o memorando de entendimento, o Irã "fará todos os esforços para garantir a passagem segura de embarcações comerciais gratuitamente e por um período de apenas 60 dias", pelo Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos também se comprometem, em caso de um acordo final, a facilitar "com seus parceiros regionais" um fundo de US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhões) para a reconstrução e o desenvolvimento econômico do Irã, sem que isso implique qualquer participação financeira dos EUA. 'Oportunidade Histórica' Em uma declaração conjunta, os membros do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) saudaram o acordo como "uma oportunidade histórica para impedir que o Irã adquira armas nucleares e para lidar com as ameaças relacionadas às suas atividades regionais e de mísseis balísticos". A China, por sua vez, considerou "essencial" que "todas as partes" implementem escrupulosamente este acordo e evitem "interferências" externas, durante uma conversa telefônica entre seu ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, e seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, segundo Pequim. O ministro das Relações Exteriores chinês, cujo país depende fortemente das importações de petróleo do Golfo, enfatizou a necessidade de que a navegação no Estreito de Ormuz seja "devidamente gerenciada, respondendo com prudência às profundas preocupações da comunidade internacional". Os preços do petróleo registraram uma breve alta de 5% na quarta-feira, refletindo a ansiedade do mercado antes da assinatura do acordo, mas o petróleo Brent, referência global, fechou o dia próximo a US$ 80 o barril. (Com AFP e New York Times)
Trump e presidente iraniano assinam acordo de paz
Presidente americano ratificou documento pessoalmente em Paris; Teerã já havia assinado virtualmente












