Segundo porta-voz do chanceler iraniano, acordo para encerrar conflito iniciado em 28 de fevereiro entra em vigor imediatamente Trump deixa Versalhes após assinar acordo com o Irã — Foto: Michel Euler/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, assinaram na quarta-feira um memorando de entendimento com o objetivo de encerrar o conflito entre os dois países. De acordo com uma autoridade americana, o documento já havia sido assinado digitalmente no domingo pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e pelo principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, com a anuência de Trump. Segundo autoridades americanas e francesas, Trump assinou o memorando no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, onde participou de um jantar com o presidente francês, Emmanuel Macron. Anteriormente, o governo dos EUA havia informado que a assinatura ocorreria na sexta-feira, na Suíça. A agência estatal iraniana Irna publicou uma foto do presidente Masoud Pezeshkian assinando o documento. Já o jornal Sidney Morning Herald divulgou um vídeo que mostra Trump assinando o acordo ao lado de Macron, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acompanha a de perto. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que o entendimento já está em vigor. Irã e Estados Unidos divulgaram o texto do acordo na tarde de quarta-feira, após uma série de vazamentos para a imprensa. A publicação provocou comparações com o acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama e posteriormente abandonado por Trump ao retornar à Casa Branca. Segundo a Bloomberg, autoridades dos dois países também formalizaram eletronicamente o acordo provisório na noite de quarta-feira. A informação foi divulgada por uma autoridade americana e pela mídia estatal iraniana. Até a noite de quinta-feira, ainda não estava claro se o Estreito de Ormuz havia sido reaberto. Trump já enfrenta críticas da ala mais dura do Partido Republicano e buscou defender o entendimento durante sua participação em uma reunião do Grupo dos Sete (G7), realizada na França. O presidente argumentou que a continuidade da guerra poderia desencadear uma recessão global. Ao mesmo tempo, a Casa Branca enfrenta pressão interna devido à alta dos preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato, previstas para novembro. O conflito é amplamente impopular entre os americanos, e analistas avaliam que os republicanos correm o risco de perder a maioria na Câmara dos Representantes.