O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes rejeitou um pedido do empresário Eduardo Aparecido Meira para estender em seu benefício os efeitos da decisão que anulou todos os atos do então juiz Sergio Moro contra o ex-ministro José Dirceu (PT) na Lava Jato.
Meira era sócio da empresa Credencial e foi condenado por Moro por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo a acusação, o réu teria dissimulado a origem, a movimentação e o destino de quase 700 mil reais com o suposto propósito de repassar o dinheiro a Dirceu.
A tentativa de se beneficiar da decisão sobre Dirceu, porém, fracassou. Em despacho divulgado na segunda-feira 15, Gilmar enfatizou que a ordem original se sustenta em um conjunto particular de elementos, como o reconhecimento pela Segunda Turma do STF de que Moro “consorciou-se” com a força-tarefa da Lava Jato para esvaziar as chances de defesa de Lula (PT).
Em 2024, ao invalidar os atos contra Dirceu, Gilmar concluiu que os diálogos revelados pela Vaza Jato e outros elementos nos autos indicavam uma ação coordenada entre Moro e a força-tarefa para acusar o ex-ministro. Seria, de acordo com o decano do Supremo, um ensaio para a posterior denúncia contra Lula.














