O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta terça-feira (16) para substituir a prisão do pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, por domiciliar e pela soltura do primo do ex-banqueiro, Felipe Cançado.
Na manifestação, o magistrado fez várias críticas às autoridades que conduzem o caso. Dentre elas, sobre a possibilidade de haver pressão para investigados delatarem.
O decano ainda propôs o monitoramento eletrônico dos dois investigados, proibição de manter contato com os demais investigados, bem como testemunhas e funcionários e ex-funcionários do Master ou outras instituições vinculadas à investigação.
O presidente da turma devolveu a vista do processo que discute a pertinência da manutenção das prisões para a sessão presencial do colegiado. Até então, o relator do caso, André Mendonça, e Luiz Fux tinham votado pela permanência da detenção de ambos.
Gilmar também fez críticas ao levantamento de sigilo feito por Mendonça na manhã desta terça. Segundo ele, o pedido de vista foi feito por ele em 22 de maio. A partir de então, todos os atos, provas e documentos do caso deveriam ser entregues ao ministro vistor, "sob pena de esvaziamento à sua finalidade ou pior, de ser transformada em farsa ou em mecanismo de manipulação do julgamento".












