A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira 16 manter as prisões do pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, e do primo dele, Felipe Vorcaro.
Por 3 votos a 1, a turma referendou a decisão individual do ministro André Mendonça, relator do caso, que determinou as prisões. Além de Mendonça, os votos pela manutenção das prisões foram proferidos pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques — Gilmar Mendes foi o único a se posicionar contra o entendimento do relator.
Dias Toffoli se declarou impedido e não participou do julgamento. No início deste ano, o ministro assumiu que é sócio do Resort Tayayá, que foi comprado por um fundo de investimento controlado pelo Banco Master.
No caso do pai do ex-banqueiro, o decano do STF votou por substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar mediante uso de tornozeleira eletrônica e proibição de manter contato com outros investigados, entre outras cautelares. Em relação Felipe, o ministro defendeu a concessão de liberdade, apenas com a restrição a se mudar de residência e a manter contato com outros alvos da apuração.
Para Gilmar, pessoas envolvidas diretamente com a gestão do Master chegaram a ser presas em novembro passado, mas depois foram soltas. Enquanto isso, segundo o ministro, Henrique Vorcaro, que não participava diretamente das fraudes investigadas, está preso.













