O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta sexta-feira (22) para manter a prisão preventiva de Henrique Moura Vorcaro e de Felipe Cançado Vorcaro, respectivamente pai e primo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foram detidos pela Operação Compliance Zero.
Na sequência, os dois julgamentos foram suspensos por pedidos de vista (mais tempo para análise) apresentados por Gilmar Mendes. As análises eram realizadas no plenário virtual da Segunda Turma do STF, da qual também fazem parte Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
Agora, Gilmar tem 90 dias para devolver os processos.
Há dúvidas sobre a participação de Toffoli no referendo da prisões. O ministro se afastou da relatoria do caso Master após serem reveladas conexões entre ele, o resort Tayayá e o banco de Vorcaro. Ele também já declarou suspeição "por motivo de foro íntimo" e não votou na análise da prisão de Daniel Vorcaro e em um pedido de criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as fraudes.
Na decisão que autorizou a prisão temporária de Felipe Vorcaro, André Mendonça, atual relator do caso Master, reproduz trechos da investigação da Polícia Federal que apontam o empresário como integrante do "núcleo financeiro-operacional" da suposta organização criminosa investigada no caso Master.










