A recente refrega entre Gilmar Mendes e André Mendonça, em torno da prisão do pai de Daniel Vorcaro, expôs mais uma vez os antagonismos no interior do Supremo Tribunal Federal, além das conhecidas atitudes suspeitas de juízes diante do caso Master. O decano da instituição não ficou bem na fotografia.
Já está mais do que claro que pelo menos dois magistrados têm envolvimento com o banqueiro mafioso. Alexandre de Moraes deve explicações sobre o contrato de cerca de R$ 130 milhões que o escritório de advocacia de sua família firmou com o banco.
Já Dias Toffoli, depois de tentar uma frustrada operação abafa, deixou a relatoria e declarou-se impedido de participar de votações. Seus laços pessoais e familiares com Vorcaro tornaram-se evidentes nas negociações com o famigerado Tayayá Aqua Resort.
Deveriam ambos, Moraes e Toffoli, ser objeto de um inquérito promovido pela própria corte, que, aliás, mantém há sete anos um procedimento desse tipo, sobre fake news e ofensas ao tribunal, usado como instrumento de intimidação em defesa de interesses de magistrados.
Tal situação certamente não ajuda a Operação Compliance Zero, que apura o esquema de fraudes, sob os cuidados de Mendonça. Até prova em contrário, contudo, o relator vem cumprindo o seu papel.











