Governo americano anunciou nova tarifa sob acusação de que mercadorias brasileiras produzidas com trabalho forçado são enviadas aos Estados Unidos Trump e Lula discutem sobre conflito dos EUA com a Venezuela — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 10:38 Brasil contesta tarifa dos EUA por alegação de trabalho forçado O governo brasileiro defende-se contra a imposição de uma nova tarifa de 12,5% pelos EUA, que alegam a presença de trabalho forçado em produtos brasileiros. O Brasil sublinha sua vasta legislação, fiscalização rigorosa e adesão a acordos internacionais para combater essa prática. A argumentação destaca a "Lista Suja" e a parceria comercial entre os países, buscando reverter a sanção. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em defesa apresentada durante a investigação dos Estados Unidos sobre trabalho forçado no Brasil que levou a uma nova sobretaxa de 12,5%, o governo brasileiro citou a vasta legislação nacional sobre o tema, ações de fiscalização adotadas no país e o fato de ser signitarário de acordos internacionais para coibir a prática. No documento, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também aponta a longa parceria comercial entre as duas nações para se opor a adoção de tarifas. A investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre práticas de trabalho forçado inicialmente tinha como alvo cerca de 60 economias e foi iniciada no ano passado. No documento em que defende a posição brasileira, submetido em abril deste ano, Vieira afirma que o Brasil mantém um dos marcos legais e institucionais mais abrangentes e avançados do mundo. “O marco legal brasileiro relacionado ao trabalho forçado é ativamente aplicado por meio de mecanismos coordenados nas esferas penal, administrativa e de fiscalização do trabalho. Ele opera para garantir uma aplicação contínua e eficaz da lei, com base em inspeções regulares, responsabilização penal, mecanismos de transparência e medidas dissuasivas de mercado que, em conjunto, reduzem os incentivos para práticas trabalhistas exploratórias e promovem a devida diligência em toda a cadeia de suprimentos”, escreve. Em relação à fiscalização, o governo brasileiro mencionou ferramentas de combate previstas na legislação, como a chamada “Lista Suja” do trabalho escravo, atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O órgão do governo de Donald Trump alega que a base legal para as tarifas acontece pois produtos dos países investigados, inclusive o Brasil, são supostamente fabricados com trabalho forçado. Já o governo brasileiro argumenta que mecanismos como a “Lista Suja” criam incentivos econômicos para a conformidade trabalhista, ao ser usada bancos e instituições financeiras em análises de crédito, e por empresas no processo de due diligence e seleção de fornecedores. Na defesa do processo, o MRE também afirma que o Brasil faz parte de acordos internacionais contra o trabalho escravo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e que a legislação e fiscalização brasileiras já foram reconhecidas internacionalmente por agências especializadas da ONU. Segundo o governo brasileiro, esse conjunto de ações previne que produtos produzidos à base de trabalho forçado sejam exportados do Brasil para os Estados Unidos. “O arcabouço legal nacional e as medidas de fiscalização associadas são complementados por uma série de acordos internacionais que visam erradicar o trabalho forçado nos países parceiros comerciais do Brasil e impedir a entrada no mercado brasileiro de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Os Acordos de Cooperação em Investimentos e os Acordos de Livre Comércio exigem que os parceiros comerciais do Brasil eliminem todas as formas de trabalho forçado e façam cumprir adequadamente as proibições à produção de bens com trabalho forçado”, argumenta.
Leis contra trabalho escravo, fiscalização e acordos internacionais: os argumentos do Brasil para evitar nova sanção dos EUA
Governo americano anunciou nova tarifa sob acusação de que mercadorias brasileiras produzidas com trabalho forçado são enviadas aos Estados Unidos
Brasil contesta tarifa de 12,5% dos EUA por trabalho forçado, citando legislação avançada, "Lista Suja" e acordos da OIT. Corporações importando do Brasil devem auditar fornecedores: tarifa de 12,5% pressiona margins e força reavaliação de supply chain.













