Decisão mais política que econômica: como o governo brasileiro viu o novo tarifaço de TrumpDiplomatas brasileiros dizem, nos bastidores, que governo americano ignorou os argumentos apresentados pelo Brasil nas negociações. Crédito: EstadãoGerando resumoO governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de novas tarifas sobre produtos importados de 60 economias sob a alegação de que esses países não adotam medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A proposta prevê sobretaxas de 10% e 12,5%, dependendo do nível de controle considerado adequado por Washington. O Brasil está entre os países enquadrados na alíquota mais alta.Segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a medida busca pressionar parceiros comerciais a reforçar mecanismos de fiscalização e restrições à importação de produtos associados ao trabalho forçado. O órgão argumenta que a ausência desses controles cria condições desiguais de concorrência para trabalhadores e empresas americanas.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: Alex Brandon/ APPUBLICIDADEAs economias afetadas foram divididas em dois grupos. A tarifa adicional de 10% seria aplicada a países e blocos que, na avaliação do governo americano, já adotam algum tipo de proibição à importação desses produtos ou assumiram compromissos formais para combater a prática. Nessa categoria estão países como Argentina, Canadá, México, Reino Unido, Taiwan além da União Europeia.Já a sobretaxa de 12,5% atingiria as demais economias investigadas, incluindo Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Arábia Saudita, Austrália, Chile, Israel e Vietnã. Para o USTR, esses países não possuem mecanismos considerados eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.PublicidadeO anúncio já era esperado por empresários brasileiros, como mostrou o Estadão. Caso seja aplicada, a cobrança, de 12,5% no caso do Brasil, se somaria aos 25% anunciados um dia antes propostos após a conclusão da investigação sobre “práticas incoerentes” do País com os EUA.Confira a lista completa dos países e blocos econômicos incluídos na nova proposta americana:África do Sul (12,5%) Angola (12,5%) Argélia (12,5%) Arábia Saudita (12,5%) Argentina (10%) Austrália (12,5%) Bahamas (12,5%) Bahrein (12,5%) Bangladesh (10%) Brasil (12,5%) Camboja (10%) Canadá (10%) Catar (12,5%) Cazaquistão (12,5%) Chile (12,5%) China (12,5%) Colômbia (12,5%) Coreia do Sul (12,5%) Costa Rica (12,5%) Egito (12,5%) El Salvador (10%) Emirados Árabes Unidos (12,5%) Equador (10%) Filipinas (12,5%) Guatemala (10%) Guiana (12,5%) Honduras (12,5%) Hong Kong (12,5%) Índia (12,5%) Indonésia (10%) Iraque (12,5%) Israel (12,5%) Japão (12,5%) Jordânia (12,5%) Kuwait (12,5%) Líbia (12,5%) Malásia (10%) México (10%) Marrocos (12,5%) Nicarágua (12,5%) Nigéria (12,5%) Noruega (12,5%) Nova Zelândia (12,5%) Omã (12,5%) Paquistão (10%) Peru (12,5%) Reino Unido (10%) República Dominicana (12,5%) Rússia (12,5%) Singapura (12,5%) Sri Lanka (12,5%) Suíça (12,5%) Tailândia (12,5%) Taiwan (10%) Trinidad e Tobago (12,5%) Turquia (12,5%) União Europeia (10%) Uruguai (12,5%) Venezuela (12,5%) Vietnã (12,5%)
Brasil será taxado pelos EUA por falha no combate ao trabalho forçado; veja todos os países da lista
Medida atinge países da América, Europa, Ásia, África e Oriente Médio e ainda será debatida em audiência pública
EUA estabelecem sobretaxas de 12,5% para Brasil, China, Índia e Japão por insuficiente combate ao trabalho forçado. Acumuladas aos 25% previamente anunciados, amplificam pressão sobre supply chain tech e forçam revisão urgente de sourcing para semicondutores.












