Economistas questionam alongamento do horizonte para acomodar corte nos juros; dólar e inflação implícita têm forte alta

Apesar de conjuntura e expectativas ruins para a inflação, BC corta Selic outra vez

Inflação em alta e dinâmica dos estímulos fiscais são algumas dos fatores que devem influenciar decisão sobre Selic e comunicado da reunião.

Decisão foi unâmine em comitê liderado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo

O comunicado divulgado logo após a reunião do comitê é, como sempre, discreto sobre esse jogo contra, mas suficientemente enfático ao denunciar essas pressões fiscais

BC justifica corte de 0,25 ponto porcentual mesmo com piora nas projeções de inflação tanto do mercado quanto de seu próprio modelo

Para o economista, o tom adotado pelo colegiado foi “confuso” e a decisão não foi “forte o suficiente para conter a deterioração das expectativas”

Economista diz que a projeção dos cenários fica mais difícil, já que a autoridade dá sinais de ter se desviado de seu modelo

Comunicado do BC é classificado como confuso e contraditório por economistas

Cortar a Selic mesmo reconhecendo distanciamento em relação à meta de inflação foi decisão contraditória e mal explicada, avalia

Para economista-chefe, BC alongou o horizonte relevante da política monetária

Não foi bem-recebido por economistas o alongamento do parâmetro do BC sobre efeito da política monetária

Embora as decisões de ambos os bancos centrais não tenham surpreendido o mercado, a comunicação dos colegiados fugiu do esperado

Mudança promovida pelo Copom ao rolar horizonte relevante da política monetária para acomodar corte da Selic terá custo relevante, que já é refletido no comportamento da curva de…

Contenção diplomática tem sido tradição nos comentários do Copom sobre ações do governo; recado mais severo é traduzido, habitualmente, por especialistas do mercado e imprensa

Decisão de mirar 2028 é vista como forma de mudar meta de inflação sem admitir ajuste

O movimento reflete a expectativa por uma Selic mais baixa nos próximos meses, mas que deve ser compensada com um novo aperto monetário ao longo do tempo

Mercados reagiram negativamente à mudança na comunicação do BC e ao tom mais duro do Fed; dólar subiu 1,3% e taxas longas avançaram

Economistas questionam alongamento do horizonte para acomodar corte nos juros; dólar e inflação implícita têm forte alta

Investidores reagem mal à comunicação do BC na decisão de quarta; taxas a partir de 2028 saltam e dólar dispara

BC terá que se explicar na Ata, mas é não faz sentido questionar credibilidade do Copom por um parágrafo mal escrito