“Levei dois tiros e fui esfaqueado no caminho até Gaza”, aponta ex-refém da Jihad IslâmicaSasha estava em sua casa no Kibutz Nir Oz quando terroristas da Jihad Islâmica o sequestraram. Ele levou dois tiros nas pernas e foi esfaqueado até o cativeiro. Crédito: Imagens: Werther SantanaGerando resumoLONDRES - O Reino Unido, a França e o Canadá e mais 9 países europeus vão impor sanções ao comércio de bens com assentamentos israelenses na Cisjordânia, em protesto contra a violência dos colonos contra os palestinos e a expansão desses assentamentos. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 8, e incluirá também Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Islândia, Noruega, Polônia, Portugal e Suécia.“As ações do governo israelense na Cisjordânia estão minando a possibilidade de uma solução de dois Estados”, disseram os 12 países em nota conjunta. “Há uma rápida deterioração da situação na Cisjordânia.”PublicidadeSoldados do exército israelense realizam uma operação militar no campo de refugiados palestinos de Askar, a leste de Nablus, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 4 de setembro de 2026. Foto: Jaafar Ashtiyeh/AFPPUBLICIDADENa declaração, os 12 países explicaram que o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, “concordaram sobre a necessidade de tomar medidas para evitar que a situação se deteriore ainda mais”.Irlanda e Espanha já tinham tomado medidas contra o comércio com os assentamentos israelenses e, na ausência de uma decisão semelhante a nível da União Europeia, o maior parceiro comercial de Israel, outros países, como a França, decidiram agir em nível nacional.“A França vai encerrar o comércio com as colônias israelenses na Palestina (...) porque a Cisjordânia está à beira de uma explosão”, explicou o chanceler francês, Jean-Noël Barrot, na rede X.PublicidadeReino Unido fala em ‘limpeza étnica’ na CisjordâniaEm paralelo, Londres ampliou a pressão diplomática contra a violência na Cisjordânia. O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, acusou, nesta terça-feira, o governo israelense de “fazer vista grossa” para a “limpeza étnica” realizada por colonos na Cisjordânia e anunciou a proibição de importações provenientes dos assentamentos israelenses nos territórios ocupados.“O governo britânico reconhece que está ocorrendo uma limpeza étnica na Cisjordânia, perpetrada por colonos terroristas. E, com demasiada frequência, o governo israelense tem feito vista grossa para essa situação”, afirmou Miliband perante a Câmara dos Comuns.Em reação, o governo israelense anunciou o fechamento do consulado britânico em Jerusalém.PublicidadeLeia tambémTarifas de retaliação do Canadá sobre produtos dos EUA entram em vigor nesta terça-feiraTrump sugere trocar nome do Novo México por ‘Nova América’ e recebe resposta da governadoraEmbargo dos EUA causa prejuízo financeiro ‘recorde’ a Cuba, diz ministro do país“Pior ainda, alguns de seus membros fizeram declarações e tomaram medidas destinadas a apoiar o deslocamento forçado dos palestinos”, insistiu. “Por isso, posso anunciar hoje que vamos instituir a proibição da importação de produtos provenientes de assentamentos ilegais situados nos territórios ocupados”, acrescentou o ministro, ressaltando que a medida faz parte de uma iniciativa coordenada com outros países.Mesmo antes desse anúncio, Israel havia ameaçado o Reino Unido com represálias.No mês passado, colonos israelenses organizaram cercos contra famílias palestinas no território. Os assentados vêm promovendo ataques ininterruptos, lançando pedras e até um machado contra elPublicidadeO presidente israelense, Isaac Herzog, havia alertado que o Reino Unido ficaria “do lado errado da história” se adotasse tais medidas.Netanyahu sob pressãoAinda nesta terça, vários líderes da oposição israelense chamaram o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu de inapto, após o jornal Haaretz publicar que os Emirados Árabes Unidos o alertaram sobre o ataque planejado pelo grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023.Segundo o diário, o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, falou diretamente com Netanyahu quase 10 dias antes do ataque surpresa dos islamistas a partir de Gaza. Ele disse, segundo o livro, que o Hamas estava preparando uma grande operação.PublicidadeQuestionado sobre a publicação, o gabinete do primeiro-ministro afirmou que as alegações do Haaretz são “puras mentiras” e negou que Netanyahu tenha conversado naquela ocasião com o presidente dos Emirados. /AFPVale ler tambémComo a AfD atua como um braço da Rússia na AlemanhaExtrema direita na Alemanha: isolar, proibir ou deixar governar?Plano de Trump para a Venezuela ameaça repetir modelo de intervenção na América Latina
Reino Unido e mais 11 impõem sanções a assentamentos na Cisjordânia após ataques contra palestinos
Governo britânico também Unido acusa Israel de ‘fazer vista grossa’ para a ‘limpeza étnica’ na região













