Os governos de 12 países, incluindo Canadá, Reino Unido e França, anunciaram nesta terça-feira (8) um pacote de sanções contra o governo de Israel em retaliação à expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada.

O governo britânico acusou ainda Tel Aviv de permitir uma situação que, segundo o chanceler Ed Miliband, configura "limpeza étnica". A medida é uma nova tentativa de pressionar o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu a conter a expansão dos assentamentos e a escalada da violência de colonos contra palestinos.

A iniciativa também reúne Dinamarca, Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia. Os países afirmaram que pretendem adotar restrições próprias ou apoiar medidas no âmbito da União Europeia.

A França vinha pressionando havia semanas por uma resposta conjunta da União Europeia ao avanço dos assentamentos, mas a proposta enfrentava resistência de alguns países do bloco. Irlanda e Espanha já haviam adotado medidas contra o comércio com assentamentos israelenses.

Em uma declaração conjunta, os 12 países afirmaram que a violência de colonos na Cisjordânia atingiu níveis "sem precedentes". Os governos disseram que as ações israelenses estão "minando a possibilidade de uma solução de dois Estados" e cobraram de Israel a responsabilização pelos atos de violência e a investigação de denúncias envolvendo militares israelenses.