PUBLICIDADE Chanceleres da Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Catar, Jordânia, Paquistão e Indonésia criticaram 'contínuas violações cometidas' pelo Exército israelense 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um jovem palestino despeja água de um recipiente de plástico sobre a cabeça em meio aos escombros de edifícios destruídos durante a guerra, no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza , em 5 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Mahmoud Issa Os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Turquia e de vários outros países condenaram nesta quinta-feira o que classificaram como contínuas violações cometidas por Israel na Faixa de Gaza, incluindo ataques contra instalações de saúde, infraestrutura médica e infraestrutura civil. Em comunicado conjunto, também assinado pelos chanceleres do Catar, Jordânia, Paquistão e Indonésia, os ministros condenaram a continuidade da perda de vidas civis em Gaza. O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a declaração "distorce a realidade" ao acusar Israel de comprometer o plano de 20 pontos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem abordar o que classificou como violações contínuas cometidas pelo Hamas. "O primeiro requisito do plano é uma Gaza desmilitarizada e livre do terrorismo, mas o Hamas continua se rearmando, recrutando terroristas, reconstruindo túneis e se preparando para futuros ataques", afirmou Doron Spielman, porta-voz internacional do gabinete do primeiro-ministro israelense, em comunicado. Membros palestinos das Brigadas al-Qassam, o braço armado do movimento Hamas , exibem um foguete Qassam de fabricação caseira durante um desfile militar que marca o 27º aniversário da fundação do Hamas , na Cidade de Gaza, em 14 de dezembro de 2014 — Foto: REUTERS/Suhaib Salem/Foto de Arquivo Israel continua realizando ataques na Faixa de Gaza desde que concordou, em outubro do ano passado, com um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Segundo autoridades de saúde palestinas, cerca de 1.200 palestinos foram mortos nos últimos nove meses, muitos deles mulheres e crianças. O Hamas raramente divulga informações sobre suas baixas. Na semana passada, Trump afirmou que houve um avanço em seu plano para encerrar a guerra, aceito por Israel e pelo Hamas no ano passado e iniciado com a trégua. Segundo Trump, o Hamas, que governou Gaza por quase duas décadas antes de realizar o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que desencadeou a guerra, concordou em entregar suas armas.