Israel e Hamas, o grupo militante que controla menos de 40% de Gaza, continuam em impasse sobre os próximos passos do plano de paz proposto pelos EUA Palestinos inspecionam os escombros da casa da família Abu Shamala, destruída em um ataque aéreo israelense no campo de refugiados de Bureij, na região central da Faixa de Gaza, na quarta-feira, 20 de maio de 2026 — Foto: AP/Abdel Kareem Hana O número de palestinos mortos por disparos israelenses em Gaza ultrapassou 1.000 desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro passado, informou o Ministério da Saúde do enclave nesta quinta-feira (18), enquanto pelo menos quatro pessoas foram mortas nos ataques mais recentes. Médicos informaram que um ataque israelense atingiu um veículo na principal avenida Omar Al-Mokhtar, na Cidade de Gaza, matando três pessoas. A violência continua apesar de uma nova tentativa de trégua promovida pelos mediadores. O Exército israelense afirmou que o alvo eram militantes do Hamas. Mais tarde, nesta quinta, forças israelenses que operavam na região central de Gaza mataram uma pessoa, segundo médicos. As Forças Armadas de Israel não comentaram imediatamente o incidente. Incluindo o episódio mais recente, o número de palestinos mortos desde a trégua de outubro de 2025, negociada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a 1.009, segundo o Ministério da Saúde. Israel afirma que quatro de seus soldados foram mortos por militantes palestinos no mesmo período. O governo israelense sustenta que seus ataques têm como objetivo impedir ações iminentes do Hamas e de outros grupos armados. O Hamas raramente divulga informações sobre a morte de seus combatentes. Israel e Hamas continuam em impasse sobre os próximos passos do plano de Trump para Gaza, que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses. Nickolay Mladenov, enviado do Conselho da Paz de Trump para Gaza, realizou nesta semana conversas no Cairo com mediadores do Egito, Catar e Turquia, depois que o Hamas e outras facções palestinas apresentaram sua resposta ao chamado plano proposto por ele, segundo duas fontes próximas às negociações. Na quarta, disseram as fontes à Reuters, Mladenov entregou ao Hamas e às demais facções uma versão revisada do plano, abordando algumas de suas preocupações, mas preservando as “linhas vermelhas centrais” da proposta de Trump. As fontes não forneceram mais detalhes. Um dirigente do Hamas confirmou à Reuters que o documento está sendo analisado. As tropas israelenses ainda controlam mais de 60% do território de Gaza, onde ordenaram a retirada dos moradores e destruíram os edifícios remanescentes. Quase toda a população de 2 milhões de pessoas — a maioria deslocada diversas vezes durante o conflito — vive agora em uma estreita faixa de terra ao longo da costa, principalmente em tendas improvisadas ou edifícios danificados, sob controle do Hamas.
Israel matou mais de 1.000 em Gaza desde cessar-fogo de outubro, dizem palestinos
Israel e Hamas, o grupo militante que controla menos de 40% de Gaza, continuam em impasse sobre os próximos passos do plano de paz proposto pelos EUA











