Conselho da Paz, de Trump, pressiona Israel a interromper ataques na Faixa de Gaza Autoridades tentam viabilizar a implementação de um acordo para desarmamento do Hamas. Israel diz ter preocupações com a segurança do país. O Conselho da Paz, de Donald Trump, pediu que Israel interrompa os ataques em Gaza. A cobrança ocorreu nesta segunda-feira (3) em reunião com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Na semana passada, Trump anunciou acordo de desarmamento aceito pelo Hamas. Mesmo assim, Israel intensificou ataques, matando 17 pessoas entre sábado (1) e domingo (2). O representante Nikolay Mladenov pressionou Netanyahu pelo fim dos bombardeios. Israel afirmou ter "sérias preocupações de segurança" compartilhadas com os Estados Unidos. Iniciada em outubro de 2023 após ataque do Hamas com 1.200 mortos, a guerra já deixou 73.375 mortos em Gaza pela ofensiva militar israelense. Trump comemora acordo de paz para Gaza, mas Israel e Hamas impõem barreiras à proposta O Conselho da Paz, criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que Israel interrompa os ataques na Faixa de Gaza. O assunto foi tratado em uma reunião realizada nesta segunda-feira (3) com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Na semana passada, Trump anunciou um acordo com o grupo terrorista Hamas para que a facção seja completamente desarmada. A medida abriria caminho para a instalação de um governo técnico na Faixa de Gaza. O Hamas confirmou ter aceitado os termos. Mesmo assim, Israel intensificou os ataques em Gaza nos últimos dias. Segundo autoridades locais, 17 pessoas foram mortas entre a noite de sábado (1º) e o domingo (2). Duas fontes ouvidas pela Associated Press afirmaram que o alto representante do Conselho da Paz para Gaza, Nikolay Mladenov, pressionou Netanyahu a suspender os bombardeios. Mladenov e assessores defendem que Israel interrompa os ataques para viabilizar a implementação do acordo de desarmamento do Hamas.Em nota, o Conselho da Paz informou que Mladenov teve conversas "construtivas e detalhadas" com Netanyahu e integrantes do governo. "O objetivo é claro e não está em questão: o descomissionamento completo das armas na Faixa e a transição de um governo baseado no uso das armas para uma administração civil", afirmou o comunicado. Mulher palestina em meio aos escombros de um local atacado por Israel em 29 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Dawoud Abu Alkas O acordo com o Hamas faz parte de um cessar-fogo mais amplo alcançado no ano passado e prevê que Israel interrompa as operações militares na Faixa de Gaza. A guerra começou em outubro de 2023, quando terroristas do Hamas atacaram o sul de Israel, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo outras 251 como reféns. Desde então, a ofensiva militar israelense em Gaza matou 73.375 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Os números não diferenciam civis de combatentes, mas são considerados, em geral, confiáveis pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por outras organizações internacionais. LEIA TAMBÉM VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1 Benjamin Netanyahu Faixa de Gaza Israel Veja também