Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que acordo foi atingido na quinta-feira, mas perguntas sobre o plano permanecem em aberto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Combatente do Hamas controla multidão durante entrega de reféns a equipe da Cruz Vermelha, em outubro de 2025 — Foto: Bashar Taleb/AFP O movimento palestino Hamas anunciou nesta sexta-feira que aceitou um acordo sobre a segunda fase de uma trégua com Israel na Faixa de Gaza, que condiciona o desarmamento do grupo a uma retirada das tropas do Estado judeu do enclave. A manifestação do grupo acontece um dia após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o sucesso diplomático conquistado através de seu Conselho da Paz, citando o "desarmamento completo" do Hamas e uma implementação por fases. O que o acordo inclui? Trata-se do início da segunda fase do cessar-fogo acordado em outubro de 2025 entre Israel e o Hamas, após dois anos de guerra. A primeira fase terminou em janeiro, libertando os últimos reféns israelenses que permaneciam em Gaza após terem sido sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Em troca, o governo israelense libertou palestinos presos. Segundo o Hamas, esta segunda etapa prevê "a retirada progressiva das forças israelenses da Faixa de Gaza", vinculada à entrega de armas do movimento palestino, na qual Israel não participará, e ao destacamento de uma força internacional. Quem o implementará? O Conselho da Paz, instituição criada pelo presidente americano Donald Trump em janeiro, deve desempenhar um papel central na aplicação do acordo. Segundo o Hamas, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês) — tecnocratas palestinos reunidos pelo Conselho de Paz para gerir a reconstrução do território — será a única entidade autorizada a inventariar suas armas e armazená-las. Após a retirada israelense, uma Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês), que supostamente reunirá tropas multinacionais, colaborará "com uma nova força policial palestina para garantir a segurança em Gaza", afirmou Trump. O que vai acontecer agora? O Hamas indicou que discutirá os detalhes da implementação com os mediadores — Egito, Estados Unidos, Catar e Turquia — e acertará um calendário para sua execução, o que, em sua opinião, levará pelo menos duas semanas. Uma reunião ocorrerá em breve no Cairo. — O acordo contém uma disposição clara que estipula que Israel deve se comprometer a respeitar e cumprir suas obrigações. Se Israel não aplicar o acordo, nós também não o faremos — advertiu o negociador do Hamas Ghazi Hamad. Israel não reagiu de imediato ao anúncio do pacto. Qual é a situação atual em Gaza? Desde que a trégua entrou em vigor em outubro de 2025, Israel mantém ataques quase diários na Faixa de Gaza, da qual controla mais de 60%. Milhares de pessoas vivem em barracas no território palestino devastado. Pelo menos 1.214 palestinos morreram em Gaza desde o anúncio do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos números são considerados confiáveis pela ONU. O Exército israelense informou que perdeu cinco soldados no mesmo período, além de um funcionário civil. As restrições impostas aos meios de comunicação e o acesso limitado à Faixa de Gaza impedem a AFP de verificar os balanços ou cobrir os atos de violência livremente. (Com AFP e NYT) *Matéria em atualização
O que se sabe sobre o acordo para desarmamento do Hamas e retirada israelense de Gaza anunciado por Trump
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