Em uma publicação nas redes sociais, Trump classificou o acordo como um passo "histórico" rumo à paz e afirmou que, após o desarmamento, Gaza passará a ser administrada por um novo governo palestino. Segundo o presidente, o processo ocorrerá em fases: à medida que o desarmamento for concluído, as forças israelenses deixarão a Faixa de Gaza, enquanto uma força internacional de estabilização e uma nova polícia palestina assumirão a segurança do território. Autoridades dos EUA dizem que o plano será colocado em ação "nas próximas semanas" em coordenação com Israel. Eles dizem também que estão buscando uma alternativa tecnocrática para o Hamas e a Autoridade Palestina, que comanda parcialmente a Cisjordânia. O acordo foi mediado com a ajuda do Egito, Catar e Turquia. Trump afirmou que o tratado faz parte do plano de paz que foi assinado em outubro de 2025 e encerrou a guerra em Gaza após dois ano Agora no g1 Mais cedo, a agência AFP havia revelado que o Hamas avançava rumo a um acordo que inclui o desmantelamento completo. Por outro lado, uma fonte do grupo disse que negociava mudanças na proposta. Apesar das negociações, uma fonte política israelense afirmou à AFP que a proposta ainda não atende plenamente às exigências de Israel. "Israel exige o desarmamento completo do Hamas, incluindo a retirada de armas de Gaza e a plena desmilitarização da Faixa como condição prévia para qualquer processo", afirmou a fonte. O presidente Donald Trump discursa no funeral do senador Lindsey Graham — Foto: Alex Brandon/Pool via REUTERS 'Conselho da Paz' ➡️ Criada por seu governo para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e reconstruir o território palestino, a estrutura é vista por parte da comunidade internacional como uma tentativa de esvaziar a ONU. O grupo, que se reuniu pela primeira vez em fevereiro, tem Trump como presidente vitalício e concentra nele um amplo poder de decisão. O Conselho da Paz perdeu protagonismo no noticiário e na agenda de Trump após o ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, dando início à guerra que dura até o momento presente. Palestino sentado no topo de escombros de uma casa atingida por um ataque israelense em Deir al-Balah, no centro de Gaza. — Foto: Mahmoud Issa / Reuters