Candidato do Missão oscila para baixo, mas variação está dentro da margem de erro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos em sabatina na TV Globo — Foto: Manoella Mello/TV Globo Após veto em debates e propaganda, Renan Santos (Missão) oscilou para baixo, porém dentro da margem de erro, na pequisa Quaest divulgada nesta quarta-feira. O levantamento realizado após o início da propaganda na TV e no rádio, contratada pelo jornal O GLOBO e a TV Globo, mostrou também que a diferença entre o candidato e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno reduziu 1%. O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) apareceu com 3% das intenções de voto no primeiro turno. Na última pesquisa Quaest, divulgada no dia 14 agosto, Renan Santos contava com 4%, uma variação de um ponto percentual, mas dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2%. Em um cenário de segundo turno entre Renan Santos e Lula, a diferença entre os candidatos oscilou 1% para baixo desde a última pesquisa Quaest. Em 14 de agosto o pestista marcava 44% contra 36% do candidato do Missão. Na pesquisa divulgada hoje, o placar ficou em 43% para Lula e 36% para Renan. Relembre o veto O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli restringiu, no último domingo, a campanha de Renan Santos de modo temporário e vetou a participação dele em debates em rádio e televisão, o acesso a verbas do fundo eleitoral e a propaganda nas redes sociais em perfis que não foram informados à Corte no momento do registro. Segundo o ministro, a campanha de Renan utilizou perfis irregulares nas plataformas para fazer campanha eleitoral. Ao registrar a candidatura, o candidato informou dois perfis por meio dos quais faria campanha. Toffoli escreveu, no entanto, que o Missão só reportou a existência de 16 canais nas redes sociais doze dias após o registro da candidatura e vinha fazendo campanha também por meio deles. Isso violaria a legislação eleitoral e resoluções do tribunal, que determinam o obrigação de informar todos os perfis no momento do registro, de acordo com Toffoli. Uma dessas contas informadas posteriormente, com 2,4 milhões de seguidores, já estava sendo usada para propaganda e se beneficiava dos sistemas de recomendação das plataformas, diz a decisão. Na terça-feira, Dias Toffoli liberou a participação do candidato em debates, o acesso da chapa a recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a retomada da propaganda eleitoral nas redes sociais. Ao rever as restrições impostas no domingo, o ministro afirmou que as diligências determinadas à área técnica do tribunal, às plataformas e ao próprio candidato foram cumpridas e que a finalidade das medidas cautelares foi integralmente atendida. A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-07065/2026.