Candidato do Missão se diz alvo de Dias Toffoli, autor da decisão, por causa de críticas sobre caso Master 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidato do Missão a presidente, Renan Santos, faz pronunciamento após o ministro Dias Toffoli suspender sua campanha na internet — Foto: Reprodução/Campanha - Renan Santos Após ter a campanha suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, disse que a medida é "ilegal" e "persecutória", e que vai recorrer. "Primeiro eu quero agradecer a todo mundo que está lutando com a gente. A gente vai continuar lutando e a gente vai ir ao TSE para derrubar essa decisão absolutamente injusta e ilegal. A decisão é ilegal, a decisão é persecutória", disse Renan em vídeo divulgado a apoiadores. A decisão foi tomada pelo ministro Dias Toffoli sob a justificativa de que o candidato vinha usando de maneira irregular perfis nas redes sociais. Toffoli ainda determinou que Renan e o Missão se manifestem em até 24 horas, sob pena de indeferimento da sua candidatura. Na manifestação, deverão informar a data de criação de cada perfil e início da utilização para fins de propaganda eleitoral, além de explicações sobre as violações apontadas pelo ministro. No vídeo, Santos afirma que estaria "pagando o preço" por ter atuado, antes de ser candidato, em manifestações públicas contra o ministro, que foi relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). "Eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi. Eu sei o que aconteceu. Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou abusando do poder econômico por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos, que se há milhares também tiveram durante o registro das candidaturas, chega a ser absurdo", disse. Segundo o candidato do Missão, ele convocou manifestações nas ruas de São Paulo contra Toffoli pelo menos quatro vezes no último ano. Em fevereiro deste ano, Toffoli deixou a relatoria das investigações criminais relativas ao banco Master após a Polícia Federal (PF) apontar menções ao ministro encontradas em mensagem de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O ministro André Mendonça foi escolhido o novo relator. "Nenhuma candidatura deve ser suspensa assim. Nesse instante, a própria imprensa que me critica está dizendo que a decisão é antidemocrática e absurda. Mas o que eu posso fazer? Eu poderia dizer assim, decisão ilegal não se cumpre", disse Santos no vídeo. Mais cedo, Santos havia classificado como “piada” os apontamentos do ministro Dias Toffoli, que apontou "indícios de ilicitude" por parte do partido e retirou o caso de pauta. Após a decisão de Toffoli, Santos também mudou a foto de perfil de suas redes sociais. A nova imagem mostra o rosto do candidato em preto e branco, com uma faixa vermelha com o termo “censurado” cobrindo os olhos.