Ministro do TSE afirmou que o candidato do Missão utilizou perfis irregulares na internet para fazer campanha eleitoral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos durante a cerimônia de oficialização de sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Missão, realizada neste sábado (1º) — Foto: Reprodução/Redes Sociais O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli suspendeu temporariamente a campanha do candidato Renan Santos (Missão), que concorre à presidência da República nas eleições deste ano. A decisão veta a participação dele em debates em rádio e televisão e o acesso a verbas do fundo eleitoral. Segundo o ministro, a campanha de Renan utilizou perfis irregulares nas redes sociais para fazer campanha eleitoral. Toffoli escreveu que o Missão só reportou a existência de 16 canais nas redes sociais doze dias após registro da candidatura. Isso violaria a legislação eleitoral e resoluções do tribunal, que determinam o obrigação de informar os canais digitais no momento do registro, de acordo com Tottoli. Pelo uma dessas contas, com 2,4 milhões de seguidores, já estava sendo usada para propaganda eleitoral e se beneficiava dos sistemas de recomendação das plataformas, acrescentou o texto. "Nesse cenário, a omissão das informações devidas não é apenas uma falha formal no registro de candidatura, mas quebra de isonomia e risco de cometimento de ilícitos ainda mais graves. Há que se ir além e dizer de forma contundente: a própria omissão de dados é indício de fraude à lei", escreveu o ministro. Toffoli determinou as seguintes medidas em decisão proferida neste domingo: "A suspensão da realização de propaganda eleitoral da chapa majoritária do MISSÃO por meio de quaisquer endereço eletrônico de sítio, blog, rede social, sítio de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas não informados tempestivamente à Justiça Eleitoral;a suspensão de repasses de recursos do FEFC à chapa majoritária e da realização de gastos com eventuais recursos já repassados;a suspensão do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou quaisquer outros meios de comunicação". A suspensão da propaganda de Renan determinada por Toffoli atinge perfis de redes sociais e outros endereços eletrônicos que não tenham sido informados no tempo correto à Justiça Eleitoral. Toffoli ainda afirmou que a comunicação tardia não pode ser tratada como uma simples irregularidade documental. Isso porque, enquanto um perfil não é informado à Justiça Eleitoral, ele permanece sujeito aos mecanismos de recomendação das plataformas, benefício que as regras eleitorais procuram impedir para os canais oficiais de campanha. O ministro também apontou que a omissão dificulta a fiscalização sobre conteúdos, impulsionamentos e gastos eleitorais. Algoritmos opacos De acordo com a decisão de Toffoli, informar as redes fora do prazo pode gerar uma vantagem eleitoral indevida sobre candidatos que cumpriram as regras. O ministro afirmou que contas não comunicadas ao TSE podem se beneficiar de "algoritmos opacos" e escapar do controle da Justiça Eleitoral e da sociedade. "As redes não informadas beneficiam-se de algoritmos opacos e se furtam ao controle social e legal. Dissimulam-se como usuários comuns, transitando à margem do espaço legítimo de disputa no ambiente digital", disse ele. Indícios de ilicitude No último sábado, Toffoli havia determinado a retirada de pauta do processo de registro de candidatura do candidato do Missão. ENo despacho, ele escreveu que havia "indícios de ilicitudes" no registro da chapa presidencial. Na ocasião, a questão levantada por Toffoli tratava do detalhamento das redes sociais apresentadas pela candidatura de Renan Santos. "Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026", escreveu Toffoli. Além dos perfis pessoais do candidato em redes como Instagram, TikTok, Youtube e Facebook, o partido também apresentou outros endereços ligados ao candidato, como o perfil "Onça Viral", "Multiverso Amarelo" e "Jaguatirica Hub".