Ministro do TSE retirou processo de pauta por 'indícios de ilicitudes' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos, candidato do Missão à Presidência — Foto: Ana Branco/Agência O Globo O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, negou nesta segunda-feira (31) qualquer irregularidade no registro de sua candidatura, que está em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele classificou como “piada” os apontamentos do ministro Dias Toffoli, que apontou "indícios de ilicitude" por parte do partido e retirou o caso de pauta. Segundo o ministro, o Missão pode ter descumprido regras que tratam de propaganda eleitoral na internet por meio de blogs e redes sociais. Ele citou, por exemplo, a comunicação à Justiça Federal dos endereços eletrônicos da candidatura. “O nosso time passou as coisas no prazo. Não tenho como estimar porque nem participei disso. Mas não estou tendo vantagem nenhuma, não estou tendo dinheiro nenhum na campanha […] Isso é uma piada, minha campanha não tem grana nenhuma”, disse Renan durante agenda em São Paulo. Segundo o candidato, ele não entendeu o tema da matéria apresentada por Toffoli. “Fui até falar com os advogados. Falam que eu não nomeei as redes sociais. Foi nomeado tudo. Disseram que o TSE está tendo problemas em certas candidaturas, de colocar ou não no sistema. Aí é um problema deles. Pra mim, isso não afeta em nada”, disse. Durante sabatina da Gazeta do Povo nesta manhã, Renan voltou a atacar os adversários líderes nas pesquisas de intenção de voto. Ele afirmou que presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) são “os maiores corruptos” e estariam envolvidos com o crime organizado. "Os dois estão em primeiro nas pesquisas e são os maiores corruptos envolvidos em escândalos de corrupção da nossa história, e ninguém está ligando", disse, afirmando ainda que Lula é “amigo do crime organizado” e que Flávio estava apoiando aliados presos em operações contra o crime organizado no Rio de Janeiro. Renan Santos também criticou o adversário Augusto Cury (Avante). Segundo ele, as ideias de Cury parecem “um filme psicodélico”. “Falou que vai usar drones para derrotar o feminicídio. É uma coisa muito, muito insana", afirmou.