O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apontou "indícios de ilicitude" no registro da candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República e decidiu adiar o julgamento do processo que analisa a regularidade da chapa.
A decisão foi motivada pelo detalhamento tardio de páginas de redes sociais do candidato no registro feito no TSE. Como revelou a Folha, a conduta abriu brecha para que Renan recebesse tratamento desigual pelos algoritmos das plataformas em relação aos seus adversários durante mais de dez dias de campanha eleitoral.
No despacho, expedido no sábado (29), Toffoli afirmou haver indícios de que a chapa de Renan descumpriu as regras que obrigam os candidatos a informarem todos os sites e perfis das redes sociais.
O ministro cita ainda a resolução do TSE que determina que perfis não listados no momento do registro da candidatura devem ser informados no prazo de até 48 horas. Renan Santos, no entanto, teria enviado esses dados à Justiça Eleitoral 12 dias depois.
"Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina [candidato à vice-presidente], informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026", disse o ministro.











