Candidato do Missão, em sabatina, promete rigor no combate ao crime organizado e corte de gastos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, participa de sabatina promovida pela GloboNews — Foto: Globo/João Cotta O candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou que, se eleito em outubro, terá de compor seu governo com partidos do Centrão. O candidato é o primeiro entre os principais presidenciáveis a participar da série de entrevistas promovida pela GloboNews e pelo portal g1. Durante a sabatina, ele também prometeu rigor no combate à violência no país e disse que cortará gastos para ampliar a capacidade de investimentos. Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Santos afirmou que aceita a alcunha de "antissistema" e disse acreditar que os brasileiros elegerão pelo menos 300 "parasitas" e "vagabundos" para o Congresso Nacional. Segundo ele, isso o obrigará a negociar com esses parlamentares para conseguir garantir o funcionamento da máquina pública. Ele reconheceu que não conseguirá governar sozinho, sob a justificativa de que o "Brasil está corrompido". Santos também comentou suas propostas para a área de segurança pública. Disse que se inspira no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, no combate ao crime organizado. Mas negou que pretenda reproduzir na íntegra a “bula” de Bukele – cujas medidas são questionadas por especialistas na área da segurança. "Eu não sou o Bukele, sou brasileiro", afirmou. Segundo o candidato, seu eventual governo recorreria a operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), mas sem "atropelar" o Supremo Tribunal Federal (STF) e respeitando os limites da legislação. As operações, segundo ele, serão usadas para retomar áreas do país dominadas por facções criminosas. “O Estado de Defesa representa a resposta para a reocupação do que é constitucional, que é o controle do nosso próprio território. Se eu não recupero o território, estou prevaricando como presidente. Eu preciso recuperar o território. Senão o Brasil não é um país, é uma piada”, disse. Questionado sobre o custo de seu plano para construir superpresídios, Santos afirmou não ter uma estimativa de gastos, mas que pretende cortar gastos, o que garantirá recursos necessários para investir na área. Disse, porém, que considera necessário criar entre 300 mil e 500 mil vagas no sistema prisional. Na área econômica, Santos afirmou ter o presidente da Argentina, Javier Milei, como referência pela forma como conduziu o enfrentamento dos problemas econômicos do país durante a campanha presidencial.