Em decisão nesta terça-feira (1), o magistrado também liberou o acesso a recursos do fundo eleitoral e autorizou a ida a debates 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos, candidato à presidência da República pelo Partido Missão — Foto: REUTERS/Adriano Machado O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou hoje que o recuo da decisão de suspender sua campanha eleitoral na internet foi “humilhante” para o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em decisão nesta tarde, o magistrado também liberou o acesso a recursos do fundo eleitoral e autorizou a ida a debates. “Tenho certeza que ele não gostou nem um pouco de dar essa decisão, tenho certeza de que foi humilhante para ele. Ele demonstrou para os pares uma clara decisão de casuísmo e de falta de compromisso com os princípios que devem balizar uma decisão judicial. Ele saiu menor dessa história”, disse Santos, em discurso a apoiadores, em frente ao parque Trianon, em São Paulo, nesta terça-feira (1°). O candidato afirmou que vai levar em frente os pedidos de impeachment contra Toffoli e contra Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após as novas revelações do envolvimento do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Master. Toffoli havia suspendido no domingo (30), a propaganda eleitoral nas redes sociais, o acesso ao Fundo Especial para Financiamento de Campanha e a participação em sabatinas, entrevistas e debates de Renan Santos. A decisão foi criticada por especialistas e por integrantes do próprio Supremo. O candidato afirmou que o objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que ele aceite algum dos pedidos de afastamento já protocolados na Casa. “A principal ação não será sobre ele no parlamento e sim aos candidatos dele. Não vamos recuar um milímetro sobre isso. E eu, enquanto candidato à Presidência, vou até o Amapá fazer pressão ao Alcolumbre e nos aliados dele. O Alcolumbre é parte desse mesmo escândalo [do banco Master], então ele será questionado no Estado dele”, afirmou.