Eleições 2026
A decisão do ministro Dias Toffoli que barrou o acesso de Renan Santos — candidato à Presidência pelo partido Missão — aos recursos do Fundo Eleitoral e vetou sua participação em debates e sabatinas – impõe sufocamento financeiro e político à sua campanha. A punição decorre da omissão de perfis de redes sociais no ato do registro da candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que permitiria burlar as diretrizes de moderação algorítmica impostas pelas plataformas digitais neste pleito.
O tema foi um dos destaques da edição de segunda-feira 31 do Direto da Redação, programa ao vivo de CartaCapital, apresentado pelo editor Leonardo Miazzo, com participação de Thais Reis Oliveira, editora executiva, e Sérgio Lírio, redator-chefe de CartaCapital. O programa também abordou a crise financeira do Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, a ascensão do candidato Augusto Cury nas pesquisas eleitorais e os 10 anos do impeachment de Dilma Rousseff.
A estratégia de asfixia digital e o isolamento de Renan Santos
A decisão de Toffoli acompanha o rigor do precedente do TSE estabelecido com Pablo Marçal. Ao omitir canais de redes sociais das listas protocolares do tribunal, a campanha do partido Missão abria margem para circular ao largo das restrições e dos filtros algorítmicos impostos às contas de candidatos. Na avaliação apresentada no programa, a manobra pode ter sido um movimento deliberado para criar um fato político e insuflar a retórica do campo da ultradireita, que tem nos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) o seu principal combustível de campanha.













