Alvo de liminar que o proibiu de participar de debates e fazer propaganda eleitoral digital, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) chamou, nesta segunda-feira (31), a decisão do ministro Dias Toffoli de "cassação branca" de sua candidatura e sugeriu que ela seria uma represália às críticas do partido à relação do ministro com o caso do Banco Master.

Em entrevista coletiva concedida a jornalistas, o presidenciável alegou que houve uma falha no sistema de registro da Justiça Eleitoral e disse que problema semelhante foi experienciado por outros candidatos.

O advogado Arthur Rollo, que representa a campanha, afirmou que vai entrar com um mandado de segurança TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com pedido de liminar para o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques.

"Colocou um empecilho na campanha que é irreversível", disse Rollo sobre a decisão de Toffoli. "Dois, três dias sem campanha eleitoral, no caso de um candidato que não tem dinheiro e não tem tempo de televisão, é absolutamente irreversível."

A decisão de Toffoli foi tomada após a Folha revelar que Renan omitiu diversas redes sociais ao registrar sua candidatura, tendo pedido correção apenas depois do começo oficial da campanha e abrindo uma brecha para que seus perfis continuassem sujeitos às recomendações algorítmicas, enquanto os canais de seus adversários já haviam sido excluídos pelas plataformas digitais, em cumprimento a uma regra do TSE de 2024.