Candidato do Missão caiu da terceira para a quarta posição; ele aparece com 3% das intenções de voto, enquanto Cury saltou para 10% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos, candidato à presidência da República pelo partido Missão — Foto: REUTERS/Adriano Machado O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), chamou seu adversário na corrida eleitoral, Augusto Cury (Avante), de “pastel de vento”, ao dizer que o escritor não tem ideias para o país. A fala ocorreu nesta quarta-feira (2) em entrevista ao Flow Podcast. Santos foi questionado sobre o que os outros candidatos estavam falando sobre os recentes escândalos envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e André Mendonça, quando a pergunta voltou-se especificamente sobre Cury. “O Cury deve tá falando que você tem que ficar motivado, que ele não gosta da polarização, que todo mundo tem que se juntar para resolver tudo. Eu chamo ele de pastel de vento, não tem nada”, afirmou. Leia mais: A fala vem depois de pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, mostrar que Cury avançou para 10% das intenções de voto, se consolidando na terceira posição, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 37% e do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 29%. Já Renan Santos marca 3%, seguido de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ambos com 1%. Durante o podcast, Santos disse que Cury tem que explicar o crescimento na pesquisa, já que o eleitor parece estar se importando menos com a campanha. “Ele tem que explicar esse crescimento. A estratégia dele é falar nada com nada para um eleitor que tá cansado de tudo e que não quer discutir política”, disse. Pela manhã, logo após a divulgação da Quaesr, Santos usou as redes sociais para direcionar críticas aao advsersário do Avante. O candidato comentou uma reportagem que alega que páginas de influenciadores investigadas pela Polícia Federal (PF) no âmbito do caso Banco Master teriam contribuído para o crescimento do escritor nas redes sociais. Na avaliação de um integrante da coordenação da campanha de Santos, a suspensão da propaganda do candidato determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli contribuiu para a queda do candidato na Quaest. Na terça-feira, o ministro autorizou a retomada da campanha eleitoral do candidato do Missão. Segundo esse mesmo interlocutor, a campanha de Santos precisa agora “retomar o prejuízo” para avançar nas pesquisas e contornar o cenário. O integrante, no entanto, não detalhou quais medidas seriam adotadas para reverter a situação. Crime organizado Santos também afirmou durante a entrevista que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não quer ajudar o Brasil ao classificar facções criminosas como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas. “Eu não gosto disso, porque organização terrorista é uma coisa, facção é outra. Eu gosto da ideia de explicar usando isso como uma analogia, porque as pessoas entendem fácil. E eu não fico tão confortável em ver o Trump querendo falar ‘ah, isso é tudo terrorista’, porque o Trump não quer nos ajudar. Os americanos nunca resolveram o problema do tráfico de drogas na América Latina. Por que agora eles querem?”, disse. O candidato voltou a reforçar a proposta de que membros de facção criminosa terão menos direitos e estarão sujeitos a leis mais duras.