Candidato do Avante ganhou quase 2,5 milhões de seguidores no Instagram em uma semana e viu popularidade digital crescer 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Augusto Cury, candidato a presidente pelo Avante, em sabatina da TV Globo — Foto: Reprodução TV Globo A primeira pesquisa Quaest após as sabatinas da TV Globo com os candidatos à Presidência mostra um salto de Augusto Cury (Avante) na corrida eleitoral. O escritor, que tinha apenas 2% das intenções de voto no levantamento anterior, em agosto, agora alcança 10%, ultrapassa Renan Santos (Missão) e assume o terceiro lugar entre os presidenciáveis mais bem posicionados. Os dados mostram que o aumento do apoio a Cury foi puxado pelos eleitores que se consideram independentes politicamente — ou seja, nem de esquerda, nem de direita. Divulgada nesta quarta-feira, a pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O GLOBO. Entre os eleitores independentes, 24% dizem ter intenção de votar em Cury em um primeiro turno, o maior patamar numericamente entre todos os candidatos. No recorte de posições políticas, os independentes são o maior grupo da amostra da pesquisa, representando 32% dos eleitores. Nesse grupo, o escritor supera inclusive Lula (PT), que tem 21% das intenções de voto — os resultados empatam na margem de erro, de quatro pontos percentuais para essa fatia do eleitorado — e Flávio Bolsonaro (PL), que marca 9%. Segundo Felipe Nunes, CEO da Quaest, os independentes são eleitores sem uma identificação ideológica forte. Na classificação da pesquisa, eles formam um dos cinco grupos políticos, ao lado de lulistas, esquerda não lulista, direita não bolsonarista e bolsonaristas. — Não é um candidato que sobe. É um país que cansou de gritar e encontrou alguém disposto a escutar. Obrigado, Brasil! — disse Cury, em reação ao resultado da pesquisa. Apesar do crescimento, o candidato do Avante ainda tem dois desafios na disputa: tornar-se conhecido e consolidar um eleitorado em que quase metade (48%) admite mudar de voto. A pesquisa mostrou que 54% dos eleitores dizem não conhecer o escritor. Embora esse número tenha caído desde o levantamento anterior, quando era 74%, mais da metade da população ainda não sabe quem ele é. Mesmo entre os independentes, 65% dizem não conhecer Augusto Cury; 18% conhecem e poderiam votar nele; e 17% conhecem, mas não votariam nele. Além disso, em um eventual segundo turno contra Lula, Cury aparece com 34% das intenções de voto, ante 40% do petista. Avanço de Cury é espalhado em diferentes recortes O desempenho de Augusto Cury no conjunto geral aparece espalhado pelo país e por diferentes grupos do eleitorado, sem uma concentração clara por região, sexo, renda, religião ou raça. É nos recortes de idade e escolaridade que seu eleitor ganha contornos mais definidos: Cury se sai melhor entre os mais jovens e os mais escolarizados. A faixa etária em que ele aparece com maior número de intenções de votos é a de 16 a 34 anos, onde ele já conquistou 14% de apoio. Esse grupo é justamente o que se encontra mais presente nas redes sociais, onde o candidato vem ampliando sua popularidade. Na faixa de 35 a 59 anos, o número também é considerável: 11%. Já entre aqueles com 60 anos ou mais, 4% pretendem votar em Cury. No recorte de escolaridade, o escritor possui 15% das intenções de voto tanto no grupo daqueles que possuem ensino superior completo quanto entre os que completaram o ensino médio, mas o seu percentual cai entre os que possuem apenas ensino fundamental. O aumento de Cury foi espalhado entre as diferentes regiões do país, com 12% no Nordeste, 10% no Sudeste, 9% no Sul e 7% no Centro-Oeste/Norte. Olhando o recorte de gênero, o candidato do Avante também teve bom desempenho tanto entre homens (12%) quanto entre mulheres (9%). Esses grupos possuem margem de erro de três pontos percentuais. Cury também se sai bem entre aqueles com maior renda, alcançando 14% das intenções de voto entre os que ganham mais de cinco salários mínimos. Tanto nos mais pobres, que recebem até dois salários, quanto entre os que recebem entre dois e cinco salários, o apoio ao escritor chega a 9%. No recorte por religião, o percentual de apoio não varia muito entre evangélicos (12%) e católicos (9%), com uma diferença dentro das margens de erro de quatro e três pontos percentuais. Entre os diferentes grupos raciais também não há tanta distância: 11% de apoio para brancos, 10% para pardos e 11% para pretos. A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-07065/2026. Boom na popularidade digital O escritor também ganhou quase 2,5 milhões de seguidores no Instagram em cerca de uma semana. Publicações recentes alcançaram dezenas de milhões de visualizações: um corte de sua participação no debate da Band, por exemplo, superou 21 milhões de visualizações e 1,3 milhão de curtidas. A onda ganhou força também fora dos perfis oficiais do candidato. Influenciadores e personalidades como Pablo Marçal, Caio Coppolla, Yuri Meirelles e Raphael Soares publicaram conteúdos favoráveis a Cury, alguns deles com mais de 15 milhões de visualizações.
De 2% para 10% dos votos: eleitores independentes puxam Augusto Cury na pesquisa Quaest
Candidato do Avante ganhou quase 2,5 milhões de seguidores no Instagram em uma semana e viu popularidade digital crescer














