Maior parte do dinheiro depositado na conta da campanha do candidato do Avante saiu de seu próprio bolso: R$ 150 mil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência — Foto: Lima Andruška/Wikimedia Commons O candidato do Avante a presidente da República, Augusto Cury, subiu repentinamente nas pesquisas e passou a aparecer em terceiro lugar mesmo tendo a campanha que menos arrecadou até agora entre os principais candidatos ao Planalto. Leia mais: De acordo com os dados da Justiça Eleitoral, a campanha que mais recebeu dinheiro até agora é a de Flávio Bolsonaro (PL): R$ 43,3 milhões. O candidato do PT à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, arrecadou R$ 35,3 milhões. No segundo pelotão de recursos recebidos, vêm os três candidatos da direita que até então vinham disputando quem estaria em terceiro. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registraram até o momento um valor parecido em caixa de suas campanhas: R$ 2,9 milhões e R$ 2,8 milhões, respectivamente. Renan Santos (Missão) conseguiu chegar a R$ 1,3 milhão. Augusto Cury amealhou até agora somente R$ 217.062,00. Mesmo assim, segundo pesquisa Quaest divulgada hoje, ultrapassou os três candidatos que tentavam ser uma terceira via. Cury apareceu com 10% das intenções de voto. Outras pesquisas recentes já tinham apontado a subida de Cury e sua colocação como terceiro lugar. A maior parte do dinheiro depositado na conta da campanha de Cury saiu de seu próprio bolso: R$ 150 mil. Recursos partidários somam até então R$ 50 mil. E doações privadas pouco mais R$ 17 mil. Seu maior apoiador é um deputado estadual de Minas, Noraldino Júnior (PSB), com modesto R$ 15 mil. Os recursos recebidos pela campanha de Cury para presidente são comparáveis a recursos obtidos por campanhas ao cargo de deputados estaduais pelo país. A própria campanha de Noraldino Júnior já arrecadou R$ 334,5 mil – mais do que a de Cury ao Planalto. Os candidatos a presidente têm como limite de gastos nestas eleições o valor de R$ 88.944.030,00. Cury declara já ter gasto R$ 54,6 mil, principalmente com impulsionamento de conteúdo na internet. No outro extremo, Flávio Bolsonaro aparece como o que mais gastou até agora: R$ 5,7 milhões — de um total de R$ 16,4 milhões de despesas contratadas. Talvez por falta de atualização, os registros da campanha de Lula mostram ainda um valor irrisório de gastos contratados e de gastos efetivamente pagos. Apenas R$ 3,35.