Pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostra candidato do Avante isolado na terceira posição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante — Foto: Reprodução A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2), que mostrou o candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto, foi recebida pela campanha como sinal de "crescimento consolidado" e resultado de uma "mobilização espontânea". Cury passou de 2% para 10% no primeiro turno, em pouco mais de duas semanas, na comparação com o levantamento anterior, de 14 de agosto. O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera com 37% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 30%. Leia mais: Segundo o marqueteiro da campanha do Avante, Sérgio Lima, o desempenho reforça a mensagem de Cury, de que "o país está cansado dessa guerra e dessa gritaria" e quer alternativas. "A pesquisa mostra crescimento consolidado e comprova que não existe nada inflado", diz ele, em referência às suspeitas levantadas por adversários sobre uso de "robôs" nas redes sociais. "Robô não vota nem responde pesquisa", afirma. O responsável pela comunicação diz ainda que há expectativa positiva para a pesquisa Datafolha que será publicada nesta quinta-feira (3), mas que a campanha tem procurado ter "muito pé no chão" e, independentemente dos resultados, vai "continuar trabalhando". Segundo Lima, que atribui o crescimento à maior exposição de Cury nos últimos dias, o que incluiu a entrevista dele à TV Globo e o início do horário eleitoral, "o país está cansado dessa gritaria e agora encontrou quem escuta". Em declaração divulgada pela assessoria de imprensa, Cury afirmou: "Não é um candidato que sobe. É um país que cansou de gritar e encontrou alguém disposto a escutar. Obrigado, Brasil!". A coordenadora-geral da campanha, Luciana Martins, declarou em nota que o resultado da Quaest foi recebido com "muita alegria, mas, sobretudo, com um profundo senso de responsabilidade". Ela reforçou o discurso de que os brasileiros estão cansados da polarização e disse que Cury começou a ser visto "como um caminho de pacificação, renovação e competência técnica". "A pesquisa traduz um movimento que já acompanhamos, em tempo real, em todos os Estados: uma mobilização popular espontânea e crescente", afirmou Luciana, que faz aniversário nesta quarta e disse que a pesquisa "foi um presente". Segundo ela, a campanha pretende "discutir um projeto para o Brasil, e não um projeto de poder ou de família", e tem um compromisso de "elevar o nível do debate eleitoral, apresentando propostas consistentes e construindo uma visão de país capaz de unir os brasileiros em torno daquilo que realmente importa". "Não estamos construindo apenas a candidatura de Augusto Cury. Estamos construindo um grande movimento nacional de pessoas que acreditam que é possível pacificar o país, recuperar a esperança e realizar uma verdadeira transformação. Esse sentimento já ocupa as ruas e as redes sociais e, agora, também se reflete nas pesquisas", considerou.