Eleições 2026

A oposição bolsonarista decidiu levar para o Congresso Nacional a ofensiva em torno das investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT). O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, protocolou na quinta-feira 20 um requerimento para criar uma nova comissão para investigar a eventual atuação de Lulinha na intermediação de interesses privados junto ao governo federal.

O pedido é assinado por Viana e pelos deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Helio Lopes (PL-RJ) e Mario Frias (PL-SP). A proposta prevê 15 senadores e 15 deputados titulares, com igual número de suplentes, e prazo de 90 dias para os trabalhos. Para que a CPMI avance, são necessárias 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados. A decisão sobre o prosseguimento da iniciativa também passa pela Presidência do Congresso, ocupada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A estratégia dá à oposição uma nova frente de exposição do caso, justamente no início da campanha eleitoral. A investigação já havia sido explorada na CPMI que apurou as fraudes no INSS. O relatório apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que hoje integra a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, chegou a pedir o indiciamento de Lulinha, mas o parecer não foi aprovado pelo colegiado. Agora, Viana tenta reabrir a discussão em uma comissão específica.