Filho do presidente Lula (PT), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, acionou a Justiça de São Paulo para derrubar vídeo em que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) o associa com o esquema de fraudes em benefícios do INSS.

A ação foi protocolada na última terça-feira 18, mesmo dia em que a defesa dele processou o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, por um material feito com inteligência artificial que coloca Lulinha dentro de uma plantação de maconha. Ambas as representações tramitam na 41ª Vara Cível da capital.

No caso envolvendo Zema, o magistrado responsável negou, provisoriamente, o pedido do empresário para remover o vídeo.

“O vídeo impugnado aparenta inserir-se no contexto de sátira e manifestação crítica, não sendo possível concluir, de plano, pela ocorrência de abuso manifesto ou conteúdo evidentemente ilícito, apto a justificar a excepcional remoção imediata do material”, argumentou o juiz Marcelo Augusto Oliveira.

Investigado no Supremo Tribunal Federal sob suspeita de tráfico de influência, o filho do presidente tem servido de munição à oposição bolsonarista contra a campanha de Lula à reeleição. As apurações conduzidas pela Polícia Federal miram negócios do empresário envolvendo Lulina, a lobista Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A defesa de Lula rechaça as acusações e tem criticado o vazamento fragmentado de informações da PF.