Aliados de Lula (PT) se dividem sobre o possível impacto das investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na campanha —o presidente lançou a candidatura neste domingo (2). Adversários como Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) já o atacaram citando os inquéritos, abertos com autorização de André Mendonça, do STF.

Um dos casos apura possível corrupção e tráfico de influência envolvendo a liberação de Cannabis medicinal em programas do Ministério da Saúde. Segundo a PF, o filho do presidente teria atuado com a empresária Roberta Luchsinger em favor de uma empresa ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS —e apontado como operador do esquema de fraudes em aposentadorias. No outro inquérito, as suspeitas são ligadas à Dataprev, empresa de tecnologia da Previdência.

A defesa de Lulinha nega irregularidades e fala em motivações políticas e possível "pesca probatória"; Lula disse que não vai usar o cargo para proteger o filho. Os advogados de Roberta negam irregularidades, e os de Antunes não se manifestaram.

O episódio desta segunda-feira (3) do Café da Manhã explica as investigações sobre Lulinha e discute o impacto delas para o presidente, em conversas com os repórteres da Folha em Brasília Constança Rezende e Caio Spechoto.