Aliados do presidente Lula (PT) se dividem sobre os possíveis impactos eleitorais da investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e monitoram mudanças na avaliação do petista nos próximos dias.
Na quinta (30), o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de inquérito contra ele, a pedido da corporação.
Como revelou a Folha, a solicitação da PF foi feita na última sexta (24) e distribuída na quarta (29) para Mendonça. Os investigadores querem apurar os crimes de corrupção e tráfico de influência em tentativas de obter autorização para a comercialização de cannabis medicinal no Ministério da Saúde.
Para integrantes da campanha e do governo, a abertura do inquérito deve ser usada pela oposição, mas ainda não é possível medir os exatos efeitos eleitorais.
Alguns dizem haver motivação política por parte de Mendonça —que foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro (PL) e autorizou a investigação— e poupam a PF, autora do pedido. Esses interlocutores usam o discurso de que o governo Lula deu autonomia e independência para a corporação realizar apurações.













