O avanço de investigações sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aprofundou a tensão entre a Polícia Federal e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça. A relação entre os investigadores e o responsável pelos inquéritos na corte chegou ao ponto mais agudo de desconfiança.
Nas últimas semanas, Mendonça fez cobranças à PF por entender que as investigações andavam em ritmo mais lento do que deveriam, enquanto a cúpula da polícia propôs uma ação para desfazer medidas de controle impostas pelo ministro.
O embate transbordou e alcançou outros órgãos do governo, principalmente depois que o filho do presidente Lula (PT) entrou na mira. Entre esses integrantes da gestão petista, há uma preocupação de que a disputa possa contaminar as investigações, tirando o foco do trabalho dos agentes e criando o risco de que o caso saia do controle.
Para membros do governo, o fato de a queda de braço entre Mendonça e a PF ter se tornado pública pode criar a imagem de que o trabalho da investigação é disfuncional e alimentar expectativas de desfechos específicos da investigação.
Assim, o indiciamento ou não de Lulinha seria visto como a vitória ou derrota de um grupo, mais que a consequência de um trabalho técnico. Embora a própria PF tenha pedido a abertura de inquérito, Mendonça se encarregou do caso após sorteio.











