Ministro já havia autorizado apuração sobre cannabis medicinal, com conexões no Minsitério da Saúde gabinete presidencial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira mais uma investigação da Polícia Federal (PF) por eventual tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lulinha, como é conhecido, teria atuado em negócios relacionados à Dataprev, empresa pública responsável pela base de dados do INSS. Na quinta-feira, O GLOBO informou que o primogênito de Lula já era investigado pelo eventual cometimento do mesmo crime em caso relacionado ao comércio de cannabis medicinal, com conexões com o Ministério da Saúde e o gabinete Presidencial. Lulinha foi investigado pela PF no escândalo dos descontos de aposentadoria porque mantinha relação próxima com o Careca do INSS, lobista responsável por operacionalizar o desvio de recursos de aposentados, segundo a corporação. O filho de Lula também atuava com a empresária Roberta Luchsinge, segundo a PF. Sua atuação, de acordo com a corporação, era prospectar contratos governamentais. Atrito entre PF e Mendonça A abertura da primeira investigação mobilizou o gabinete de Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a presidência do STF, além da área técnica da Corte. Um debate nos bastidores que se arrastou por quase uma semana diante da investida da Polícia Federal acabou escalando o desgaste dos investigadores com o gabinete de Mendonça, com direito a uma espécie de reviravolta eletrônica. Ao encaminhar o pedido de abertura do inquérito, em 24 de julho, a Polícia Federal sustentou que a apuração tratava de fatos distintos dos investigados na Operação Sem Desconto. O pedido chegou ao STF durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes na presidência da Corte, durante o recesso do Judiciário e em revezamento com Edson Fachin. A presidência do STF fica responsável por decidir em questões urgentes e também se um determinado gabinete tem ou não preferência para relatar um caso, a chamada prevenção. Antes de decidir sobre a definição do relator, Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar se havia conexão entre a nova investigação e os inquéritos do INSS já em andamento sob a relatoria de Mendonça. Em parecer encaminhado no dia 27 de julho, a PGR concordou com a avaliação da Polícia Federal. Para o órgão, a investigação tratava de fatos distintos daqueles apurados no escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas revelado pela Operação Sem Desconto e, por isso, não havia motivo para reconhecer a prevenção de André Mendonça. A manifestação foi pela livre distribuição do procedimento, ou seja, sorteio eletrônico. Com base nesse parecer, Moraes determinou que o caso fosse distribuído por sorteio entre os ministros do Supremo. O sistema eletrônico, no entanto, acabou sorteando justamente André Mendonça, que passou a conduzir a investigação. Apesar da discussão sobre a distribuição, em nenhum momento a Polícia Federal ou a Procuradoria-Geral da República sustentaram que Mendonça estivesse impedido de atuar no caso. O debate se restringiu à existência, ou não, de conexão suficiente para justificar a prevenção do ministro, instituto processual que mantém sob um mesmo relator investigações relacionadas. A avaliação acabou superada pelo sorteio. Como relator, Mendonça autorizou nesta quinta-feira a abertura da investigação solicitada pela Polícia Federal contra o filho do presidente.
Medonça autoriza investigação da PF sobre atuação de Lulinha na Dataprev por suspeita de tráfico de influência
Ministro já havia autorizado apuração sobre cannabis medicinal, com conexões no Minsitério da Saúde gabinete presidencial











