As investigações sobre a relação de um dos filhos e do ex-chefe de gabinete do presidente da República com a lobista Roberta Luchsinger colocaram o tema da corrupção novamente no caminho de uma campanha eleitoral de Lula (PT).
Aliados do chefe do governo e candidato à reeleição avaliam, nos bastidores, que a situação dificulta o plano de desgastar o principal rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Publicamente, o grupo tenta manter uma ofensiva contra o adversário.
Em maio, o site The Intercept Brasil divulgou um áudio no qual Flávio pedia dinheiro ao dono do antigo Banco Master, Daniel Vorcaro, para concluir um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso ficou conhecido como "Dark Horse", título do filme que precisaria de recursos para ser finalizado.
O episódio deu a petistas a chance de disputar a pauta do combate à corrupção, amplamente explorada por seus adversários desde os escândalos do mensalão e da Lava Jato.
Nos meses seguintes, porém, o caso "Dark Horse" arrefeceu. Paralelamente, foram reveladas informações sobre uma suposta atuação de Fábio Luiz, um dos filhos de Lula e que ficou conhecido nacionalmente como Lulinha, em conjunto com Roberta Luchsinger para vender medicamentos à base de canabidiol para o Ministério da Saúde.












