Eleições 2026

A campanha eleitoral está nas ruas, em todas as suas dimensões. Nos últimos dias, um intenso vazamento das investigações da Polícia Federal trouxe de volta aos holofotes Fábio Luís da Silva, o primogênito do presidente Lula, a amiga Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete do petista Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. A série de mensagens deu a Flávio Bolsonaro a oportunidade para dizer que o “escândalo” chegou à antessala do presidente.

A defesa de “Lulinha” questiona não apenas o teor das mensagens, mas a forma como chegaram ao conhecimento público. Em nota, os advogados afirmam que vão solicitar ao Supremo Tribunal Federal, ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal a apuração de um possível envolvimento de servidores públicos na divulgação de informações sigilosas. “Caso estejamos diante de mais um lamentável episódio de violação do dever de sigilo funcional – crime previsto no art. 325 do Código Penal –, o recorte seletivo e a divulgação parcial das referidas supostas mensagens revelam um abandono de qualquer pretensão de imparcialidade e de obediência às leis, deixando de lado a verdade ou o interesse público para buscar, por meio da exposição midiática, efeitos que a via processual legítima e adequada não permitiria”, diz o texto, assinado pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Guilherme Suguimori.