Empresária Roberta Luchsinger é suspeita de atuar ao lado do filho do presidente e do 'Careca do INSS' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roberta Luchsinger — Foto: Reprodução/Instagram A defesa da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o trancamento do inquérito que investiga suspeitas envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petição foi apresentada na quinta-feira. Em outra movimentação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que as investigações sob relatoria de Mendonça envolvendo Lulinha e Roberta deixem o STF e sigam para a primeira instância. Interlocutores da Corte afirmam que a tendência é que o ministro mantenha os casos no Supremo. Os advogados de Roberta, apontada como lobista pela Polícia Federal, sustentam que as provas são ilícitas porque teriam sido obtidas a partir da exploração dos dados telemáticos de Roberta para uma finalidade diferente daquela que havia sido autorizada judicialmente. Segundo os advogados, a PF utilizou uma quebra de sigilo autorizada no contexto da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos indevidos sobre benefícios do INSS, para aprofundar uma linha investigativa que já conhecia e que não tinha relação com as fraudes previdenciárias. A defesa contesta a versão da PF de que os elementos relacionados a Roberta, Lulinha e negócios envolvendo a área de saúde teriam como uma "descoberta fortuita" durante a análise dos dados. Segundo os advogados, antes mesmo de obter autorização para acessar o conteúdo da nuvem de Roberta, a PF já havia identificado a relação entre ela, Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", tido como peça-chave na investigação do INSS, e Lulinha, além de negócios relacionados ao Ministério da Saúde. A petição cita, por exemplo, um depoimento prestado ainda em 2025 que já apontava Roberta como intermediária entre Antônio, Lulinha e Gustavo Gaspar em tratativas ligadas à World Cannabis, empresa de Antônio que buscava fechar contrato para fornecer medicamento à base de canabidiol ao governo. Gaspar é ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e é investigado por suspeita de ter atuado no esquema de desvios do INSS. Na semana passada, Lula havia afirmado que defendeu junto aos advogados do filho que não adotassem nenhuma medida para encerrar as investigações. — Ele (Lulinha) jura por tudo que é sagrado que não tem nada, e eu acredito nele, mas eu já disse para os advogados: "Ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho". Quer fazer inquérito, faça. Quero que seja investigado, como eu fui — disse Lula em entrevista ao podcast Não Inviabilize.
Defesa de amiga de Lulinha pede a Mendonça paralisação de investigação sobre suposto tráfico de influência em negócios com o governo Lula
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