A Polícia Federal apontou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuava em "comunhão de interesses econômicos" e conduzia negócios em conjunto com a lobista Roberta Luchsinger, que trabalhava para obter contratos com o governo federal.

A afirmação está em uma representação que levou à abertura de um dos inquéritos contra o filho do presidente Lula (PT) sob suspeita de tráfico de influência. O documento da PF está sob sigilo e foi obtido pela Folha.

O órgão indica a suspeita de que Lulinha, Roberta e Formado Bittar —empresário que era um dos donos do sítio de Atibaia (SP) investigado na Operação Lava Jato— mantiveram uma "sociedade oculta" em negócios relacionados à Cannabis medicinal, que tentaram vender ao Ministério da Saúde.

empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha - Greg Salibian - 31.mai.2010/Folhapress

No documento obtido pela Folha, delegados da PF afirmam que a atuação de Lulinha, Roberta e Bittar não era apenas lobby ou representação de interesses perante a administração pública.