O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência praticado pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por ser filho do presidente Lula (PT).

Trata-se da terceira investigação em torno de Lulinha iniciada a pedido da Polícia Federal (PF), o que sugere, ao menos à primeira vista, que a corporação está se mobilizando diante dos episódios escusos aos quais o filho do presidente tem sido relacionado.

A PF desconfia que, nos três casos, a participação de Lulinha foi a mesma: ele teria aproveitado seus laços familiares para facilitar o trânsito de algum empresário dentro de órgãos federais.

Os supostos esquemas, na visão da polícia, têm como pivô a empresária Roberta Luchsinger, sócia da RL Consultoria e Intermediações e amiga de Lulinha.

Ela própria disse à PF, por exemplo, que apresentou o filho do presidente ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como um dos operadores centrais das fraudes bilionárias em descontos de aposentadorias.