Caso tem sido usado de forma política, para atingir campanha de reeleição do presidente Lula 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) que a Polícia Federal investigue vazamentos de informações dos inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso tem sido usado por adversários de forma política, para atingir a campanha de reeleição de Lula. Leia mais: Segundo consta na decisão de André Mendonça, a PF deve incluir a investigação no inquérito sobre vazamentos de dados analisados na Operação Sem Desconto. O ministro fez a ressalva, no entanto, de que não devem ser investigados jornalistas "com ou sem diploma" e citou matérias publicadas por diferentes veículos, incluindo matéria da revista Veja divulgada na quinta-feira (20) que traz detalhes do relatório que embasou a abertura de inquéritos envolvendo Lulinha. "Reitera-se, uma vez mais, que a investigação que já se encontra em curso não deve ter como foco, em hipótese alguma, os autores ou quaisquer responsáveis pela veiculação das notícias jornalísticas. Isso porque referidas matérias tão somente evidenciaram o desvelamento do sigilo de dados que, por óbvio, foram disponibilizados aos profissionais protegidos pelo art. 5º, XIV, da Constituição, por quem lhes teve acesso do modo originário, seja em razão de atribuição funcional, seja pelo emprego de meios indevidos para obtenção da informação", afirma o ministro na decisão. A PF tem uma investigação aberta desde 8 de janeiro, por determinação de Mendonça, para apurar vazamentos de informações de inquéritos da Operação Sem Desconto, que investiga as fraudes no INSS e atinge a empresária Roberta Luchsinger, Lulinha, entre outros personagens que foram alvo de pedidos de três novos inquéritos pela PF em julho. Nestes novos inquéritos, a PF investigar as suspeitas de tráfico de influência junto a diferentes órgãos do governo federal por parte de Lulinha e Roberta, além da relação deles com o ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que recebeu dinheiro de Roberta em 2024. Segundo Marcola, os valores eram, na verdade, um empréstimo que foi devolvido por ele, no valor de R$ 249 mil. Na decisão desta sexta-feira, o ministro ainda reforça que o foco da investigação são as pessoas que tiveram acesso aos autos sigilosos da investigação e eventualmente tenham repassado eles para a imprensa. "É com o objetivo de identificar esses eventuais sujeitos, que não são profissionais jornalistas (com ou sem diploma), e, bem por isso, tinham o dever funcional de preservar o sigilo das informações acessadas, ou careceriam de permissão legal para tê-las acessado, que devem ser conduzidas as diligências investigatórias", segue a decisão. Agora o ministro determinou que os novos vazamentos sejam incluídos na investigação já em andamento na PF. Em outra investigação, também sob relatoria de Mendonça, a corporação já fez buscas e afastou um perito da própria PF que é suspeito de ter vazado para a imprensa o contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com o extinto Banco Master no valor de R$ 129 milhões. — Foto: Gustavo Moreno/STF