Procuradoria afirma que não há nos autos elementos que indiquem o envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sejam remetidos à Justiça de primeira instância. Lulinha é o filho mais velho do presidente Luís Inácio Lula da Silva, que está em campanha pela reeleição. Segundo a PGR, não há, nos autos dos inquéritos que apuram as suspeitas relacionadas à Dataprev e à venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, elementos que indiquem o envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro. Para o órgão, também não existe conexão entre os fatos investigados nesses procedimentos e aqueles apurados na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Diante disso, o órgão se posicionou pela remessa dos dois inquéritos para a Justiça de primeiro grau. O filho do presidente está sendo investigado por tráfico de influências no Supremo. A suspeita é de que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Executivo nacional. Ela já atuou ao lado do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", preso pela PF sob a suspeita de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS. A empresária recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS em cinco parcelas de R$ 300 mil, de acordo com a investigação. O trabalho dela previa viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde, para que fosse disponibilizado no SUS. O GLOBO mostrou nesta semana que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, recebeu de Roberta uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Interlocutores de Marcola afirmam que ele reconheceu que o recebimento do documento foi “inadequado”, mas que não houve favorecimento no caso.