A Procuradoria-Geral da República pediu nesta quinta-feira 20 ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sejam enviados para a primeira instância do Judiciário. A manifestação considera que não há, entre os investigados, autoridade com foro por prerrogativa de função que justifique a permanência das apurações no Supremo.
O pedido foi apresentado depois da abertura dos inquéritos. Mendonça é relator de duas das investigações envolvendo Lulinha. Um terceiro inquérito foi distribuído ao ministro Flávio Dino. Até o momento, Mendonça não decidiu se os casos deixarão o STF.
As investigações surgiram a partir de apurações da Polícia Federal sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo negócios com órgãos do governo federal. Uma das frentes trata das negociações para a venda de um projeto de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde. Segundo a investigação, a lobista Roberta Luchsinger teria atuado nas tratativas e afirmado que falava em nome de Lulinha.
Luchsinger é apontada nas investigações como amiga de Lulinha, e teria feito ao menos 40 visitas a ministérios e à Presidência entre 2023 e 2024. A PF também identificou diálogos nos quais ela mencionava uma possível remuneração de 20% para o grupo envolvido no negócio de cannabis medicinal. O projeto teria ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.










