Os ataques do presidente da Argentina, Javier Milei, a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), no último sábado (25), repercutiram na oposição do país vizinho, que vê irresponsabilidade com um dos maiores parceiros comerciais da nação.

Durante o evento em São Paulo, o argentino chamou Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), de "lixo careca" por não autorizar que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado, e chamou Lula de ladrão e delinquente.

O discurso marca o fim da trégua entre os dois presidentes —Milei tem um histórico de ofensas ao petista desde a sua vitoriosa campanha presidencial, em 2023, mas, nos últimos dois anos, a relação entre os dois estava apenas distante em prol da importância dos vínculos bilaterais entre as nações.

Agora, até mesmo a convivência protocolar está abalada. Após os comentários, o Itamaraty convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, e o representante de Brasília em Buenos Aires, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou Milei de palhaço ao rebater críticas à economia brasileira.