Presidente argentino passou pelo Brasil no sábado (25), quando recebeu homenagem de Tarcísio de Freitas e participou de lançamento de campanha de Flávio Bolsonaro, onde fez ataques a Lula e Alexandre de Moraes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente argentino Javier Milei durante convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato — Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/07/2026 - 18:10 Tensão Diplomática: Milei Acusa Brasil e EUA de Campanha Anti-Argentina O presidente argentino Javier Milei acusou Brasil, México e o Partido Democrata dos EUA de financiarem uma "campanha anti-Argentina". Durante visita ao Brasil, Milei criticou Lula e Alexandre de Moraes em evento do PL, provocando tensão diplomática. As acusações, sem provas, sugerem ingerência externa nas questões argentinas, ampliando o atrito entre os países, especialmente após a negativa brasileira à visita de Milei a Jair Bolsonaro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente argentino, Javier Milei, em plena tensão no fim de semana com autoridades brasileiras, acusou, neste domingo (26), os governos do Brasil e do México, além do Partido Democrata dos Estados Unidos de financiar uma "campanha anti-Argentina". Milei faz discurso duro, xinga Moraes e diz que ‘somente Flávio pode parar Lula’; presidente reage: 'que ninguém venha de fora meter o dedo nas eleições'Jornais argentinos repercutem discurso de Milei em convenção do PL: 'Tensão com o Brasil está mais alta do que nunca' As declarações foram uma aparente alusão às críticas dirigidas contra o país e sua seleção, à margem da Copa do Mundo de futebol. —Quem pôs mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina... O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil — afirmou Milei, em entrevista à rádio local Mitre, sem apresentar provas. — E depois vêm me falar de ingerência. Além disso, Milei acrescentou que esta campanha também foi "financiada pelo México e pelo Partido Democrata dos EUA", que, segundo o argentino, "são as cabeças progressistas que não querem que as ideias da liberdade funcionem". Sem fornecer mais dados para respaldar suas acusações, o presidente argentino disse que os supostos ataques ocorriam porque "se a economia progride e o povo está melhor, têm um problema enorme". Milei também acentuou as críticas contra o país vizinho após a negativa que recebeu da justiça brasileira ao seu pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), preso por tentar um golpe de Estado em 2022. — Não me deixaram visitar meu amigo — reclamou Milei, que classificou a prisão do brasileiro como injusta. No sábado, o presidente argentino foi figura central da convenção do Partido Liberal, em São Paulo, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, às eleições presidenciais de outubro. Durante o ato, o ultraliberal se referiu a Lula como "presidiário" e "ladrão" e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como "lixo careca", sem mencioná-los diretamente. Em resposta, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, "foi chamado para consultas (...) em razão das ofensas proferidas" por Milei, informou à AFP um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores brasileiro a respeito desta medida diplomática que um Estado aciona quando considera a relação bilateral afetada. Em um dos momentos mais tensos nas relações dos dois países vizinhos, sócios do Mercosul, Milei também mencionou a suposta colaboração do governo Lula para apoiar a oposição na passada campanha eleitoral na Argentina. — Tinha um vizinho que se metia na política da Argentina para tentar distorcer a história a favor dos esquerdistas de merda — disse Milei no sábado, outra vez sem nomear o presidente brasileiro.
Milei acusa Brasil, México e democratas dos EUA de financiar 'campanha anti-Argentina'
Presidente argentino passou pelo Brasil no sábado (25), quando recebeu homenagem de Tarcísio de Freitas e participou de lançamento de campanha de Flávio Bolsonaro, onde fez ataques a Lula e Alexandre de Moraes














