Presidente argentino compartilhou, por exemplo, postagens que responsabilizam o Brasil por uma suposta campanha contra a Argentina durante a Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente argentino Javier Milei durante convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato — Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 22:28 Javier Milei intensifica críticas ao Brasil e gera reação negativa O presidente argentino Javier Milei intensificou ataques ao Brasil, postando cerca de 15 mensagens diárias criticando autoridades brasileiras, especialmente Lula, após sua participação na convenção do PL. A ofensiva recebeu reação negativa nas redes sociais, com 84,3% das menções criticando sua postura. A atitude de Milei também foi condenada por Ronaldo Caiado, que criticou a diplomacia do governo Lula. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A participação na convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro como candidato ao Planalto marcou a intensificação da ofensiva do presidente da Argentina, Javier Milei, a autoridades brasileiras. Desde o último sábado, quando foi realizado o evento, o ultraliberal enfileirou 44 postagens nas redes sociais com ataques a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorrerá à reeleição contra Flávio, e a nomes como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A média de quase 15 publicações diárias com esses viés contrasta com toda a semana anterior ao ato partidário, quando Milei havia compartilhado apenas um único conteúdo similar. O argentino é usuário ativo do X, onde acumula quase 390 mil posts. A maior parte do material, no entanto, é composta por republicações, quando o perfil divide com os seguidores conteúdos criados por terceiros — modalidade que também prevalece, com sobras, nos ataques a Lula. Milei compartilhou, por exemplo, postagens que responsabilizam o Brasil por uma suposta campanha contra a Argentina durante a Copa do Mundo, versão que ele já havia sustentado, sem apresentar provas, ao discursar na convenção do PL. Ontem, o aliado da família Bolsonaro usou o X para passar adiante a entrevista de um condenado pelos atos golpistas do 8 de Janeiro — que cumpre prisão domiciliar na nação vizinha após fugir do Brasil — a um canal de YouTube local. Na conversa, Wellington Luiz Firmino alegou ser alvo de “perseguição” promovida por uma suposta “ditadura” instaurada no país natal. Em momento anterior, Milei endossou o post de um influenciador argentino, que sustentava que definir Lula como ladrão “não é motivo de ofensa, é só chamar as coisas pelo nome”. A publicação lembra a condenação do petista na Lava-Jato, anulada pelo STF. As mesmas redes amplamente exploradas por Milei, porém, registraram recepção majoritariamente negativa no Brasil à participação do argentino no ato do PL. Um levantamento da Ativaweb DataLab analisou 158 mil menções ao tema entre sábado e segunda-feira, detectando que 84,3% das manifestações apresentaram tom de reprovação, contra apenas 5,2% de apoio. Segundo a análise, termos como “ingerência”, “irresponsabilidade” e “desrespeito ao Brasil” dominaram as críticas. — Milei veio ao Brasil para fortalecer um palanque, mas terminou fortalecendo a rejeição ao próprio nome. Ele conquistou atenção, não aprovação — avalia Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab. Reação de Caiado Em meio à ofensiva de Milei, o também presidenciável Ronaldo Caiado (União), que disputa votos à direita com Flávio, repreendeu ontem a postura do presidente argentino. O ex-governador de Goiás, no entanto, estendeu as críticas à diplomacia do governo Lula. — Não se governa na esculhambação. (...) O outro vem aqui e faz escândalo e de repente se acha no direito de xingar o presidente, xingar ministro — disse Caiado ao jornal Correio Braziliense, acrescentando que o Itamaraty teria perdido autonomia nas gestões petistas. — Quando você não tem uma diplomacia brasileira, aquilo que já foi o maior orgulho para nós, (acontece isso). (*Estagiário sob supervisão de Luã Marinatto)
Milei enfileira 15 ataques por dia ao Brasil, mas ida à convenção do PL tem recepção negativa nas redes
Presidente argentino compartilhou, por exemplo, postagens que responsabilizam o Brasil por uma suposta campanha contra a Argentina durante a Copa do Mundo
















