O presidente da Argentina, Javier Milei, cumpriu neste sábado 25 uma agenda inteiramente voltada à aproximação com a extrema-direita brasileira. Em São Paulo, foi homenageado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da convenção nacional do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e protagonizou um discurso com críticas ao presidente Lula (PT), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e ao “socialismo” na América Latina.
A agenda começou no Palácio dos Bandeirantes, onde Milei recebeu a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria concedida pelo governo do Estado de São Paulo. O presidente argentino foi recebido por Tarcísio em uma cerimônia marcada pela presença de um tapete azul estendido na entrada da sede do governo paulista, referência à chamada “onda azul”, expressão associada aos movimentos de direita. Também participaram da recepção o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o senador Flávio Bolsonaro, a primeira-dama Cristiane Freitas e integrantes da comitiva argentina, entre eles Karina Milei, irmã e secretária-geral da Presidência.
Após a homenagem, Milei seguiu para a convenção do PL, realizada no Mercado Livre Arena Pacaembu. No evento, declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou confiar que o senador poderá derrotar o presidente Lula nas eleições de outubro. Também fez um apelo para que o Brasil interrompa o que chamou de “palhaçada socialista” e afirmou esperar que a “onda azul” avance pelo País.















