O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a usar o cargo para atacar Lula (PT) e ampliou a crise diplomática com o Brasil. Em entrevista ao canal argentino LN+, no domingo 2, o líder ultradireitista repetiu as ofensas feitas dias antes, durante a convenção do PL em São Paulo: chamou o presidente brasileiro de “ladrão” e “corrupto”, distorceu o teor das decisões judiciais que anularam as condenações da Lava Jato e acusou Lula, sem apresentar provas, de interferir politicamente em outros países da região. Até a manhã desta segunda-feira 3, o governo brasileiro não respondeu aos novos ataques.

Questionado sobre a reação das autoridades brasileiras ao discurso feito em território nacional, reforçou a provocação e tentou apresentar os ataques como uma resposta factual às críticas que recebe. “O pior é que me acusam com mentiras, e eu respondo com verdades. Eu não menti”, afirmou. Na sequência, voltou a chamar Lula de “vigarista”, “ladrão” e “condenado”, embora as condenações do petista tenham sido anuladas pelo Supremo Tribunal Federal por questões de competência da Justiça Federal do Paraná e pela parcialidade do então juiz Sergio Moro — e não por um simples “recurso administrativo”, como disse.