Afinal, o que é ser uma escritora? Essa pergunta norteou o encontro entre as autoras Djaimilia Pereira de Almeida e Bianca Santana neste domingo (26), na Casa Folha, espaço do jornal na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty.
"Eu escrevo porque escrever me dá um gozo extraordinário. Ser escritora, para mim, é escrever de uma forma que nunca restrinja esse gozo, que é um gozo que vem da liberdade", disse Almeida, em conversa mediada por Flavia Lima, repórter especial da Folha.
Autora de livros como "Esse Cabelo", "Luanda, Lisboa, Paraíso" e "O Livro do Meu Pai", a escritora já venceu duas vezes o prêmio Oceanos, uma das láureas mais importantes entre os países de língua portuguesa.
Para ela, escrever é uma forma de reafirmar a sua autonomia e independência. "É ter a liberdade de fazer uma coisa que é um direito particularmente vedado a gerações e gerações por séculos e séculos, que é a liberdade do uso da imaginação. É não deixar que ninguém aprisione a minha imaginação."
Em seus livros, Almeida gosta de incorporar uma certa ambiguidade para que seus personagens não caiam no maniqueísmo. Essa predileção pela dubiedade se relaciona à própria história de vida da escritora.
















